A operação Tomada de Contas não é a primeira em que Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) e o presidente da Corte, conselheiro Sérgio, Ricardo estavam envolvidos. Em 2017, a Operação Malebolge investigou suspeita de pagamento de R$ 53 milhões em propina durante o governo Silval Barbosa.
Na época, além de Sérgio Ricardo, foram afastados José Carlos Novelli, Antônio Joaquim, Waldir Teis e Valter Albano. A medida foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na operação que era um desdobramento da Ararath. A Operação Malebolge apurou suspeitas de pagamento de propina para que conselheiros não criassem obstáculos à aprovação de contas do governo e à fiscalização de obras públicas, incluindo intervenções relacionadas à Copa do Mundo de 2014.
Os afastamentos se prolongaram por anos, e os conselheiros retornaram aos cargos gradualmente. Sérgio Ricardo reassumiu a função em 2021, após uma disputa judicial de quatro anos. No fim de 2023, foi eleito presidente do TCE-MT, cargo que passou a exercer em 2024. Em 2025, foi reeleito para o biênio 2026-2027.
A nova investigação, batizada de Operação Tomada de Contas, apura suspeitas de irregularidades em contratos administrativos, favorecimento na liberação de recursos, pagamentos a empresas e movimentações financeiras consideradas atípicas envolvendo servidores públicos.
Segundo informações da Polícia Federal, os investigadores também analisam saques recorrentes em dinheiro e possíveis relações entre depósitos bancários e retiradas realizadas nas dependências do próprio tribunal.
LEIA TAMBÉM: Conselheiro afastado recorre ao STJ para voltar ao TCE
Os fatos investigados na nova operação são distintos daqueles apurados na Malebolge. No entanto, a presença de Sérgio Ricardo entre os alvos, porém, recoloca o TCE-MT sob questionamentos relacionados à transparência e à atuação de seus integrantes.
A crise de 2017 atingiu diretamente a estrutura do tribunal, que precisou reorganizar suas atividades diante do afastamento simultâneo de cinco conselheiros. A nova ofensiva policial ocorre quase nove anos depois, com suspeitas que envolvem contratos, pagamentos e movimentações financeiras no âmbito da instituição responsável pelo controle das contas públicas estaduais.
LEIA MAIS: Prisão de Sérgio Ricardo vira destaque na imprensa nacional após operação da Polícia Federal
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.










