As eleições de 2026 podem ter marcado o fim de algumas “dinastias” políticas de Mato Grosso. As familiocracias — como as denominava o saudoso professor João Pedro Fortes — derrotadas nas urnas foram as dos , Riva, Pinheiro, LacerdaCampos e Fávaro.
Os Riva sofreram o maior baque desde 1982, quando José Riva, pai das irmãs Janaína e Jéssica, foi eleito prefeito de Juara. Depois, reinou por exatos 20 anos como principal liderança da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Passou o bastão para Janaína, que permaneceu por mais 12 anos. Agora, perdeu a disputa pelo Senado e levou junto o sonho de passar o gabinete de deputada estadual para a irmã caçula. Isso sem falar nos tios Priminho e Rogério, que também foram prefeitos em municípios da região noroeste.
Em seguida vêm os Campos. Juntos, Jayme e Júlio foram por mais de 50 anos, governadores duas vezes, senadores três e prefeitos de Várzea Grande quatro — sem contar os mandatos na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa. A partir de 2027, ficarão sem mandato eletivo.
Emanuel Pinheiro, filho de político, ex-vereador, deputado estadual por vários mandatos e prefeito de Cuiabá por duas vezes, também não conseguiu reeleger o filho homônimo para a Câmara dos Deputados.
A família Lacerda já teve deputado estadual, senador e vice-governador, a exemplo dos irmãos Marcio e José Lacerda. Mas, em 2026, sofreu derrotas com Irajá Lacerda, candidato a deputado federal, e Marcinho Lacerda, candidato a deputado estadual.
Fecha a lista Rafaela Fávaro, filha do senador e ex-ministro Carlos Fávaro. Ela foi candidata a vice-prefeita na chapa de Lúdio Cabral em 2024, em Cuiabá. Neste ano, disputou uma vaga de deputada estadual pelo PSD: recebeu 9.787 votos e ficou como suplente.
A pergunta que fica é: essas famílias ainda conseguirão vencer eleições no futuro?
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