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Política Quarta-feira, 28 de Outubro de 2026, 09:01 - A | A

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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2026, 09h:01 - A | A

ESCALADA DE VIOLÊNCIA

Filho de vereador pede desculpas após ofender nordestinos e eleitores de Lula em MT

Após mensagens preconceituosas vazarem em grupo de WhatsApp, adolescente de 17 anos gravou vídeo ao lado do pai, vereador Adelson Bacobaco (União), reconhecendo o erro e pedindo perdão a nordestinos, mulheres e eleitores de Lula

BIANCA MORTELARO
Da redação

Reprodução/Instagram

ADELSON E FILHO

O vereador de Nova Olímpia (200 km de Cuiabá), Adelson Bacobaco (União Brasil), gravou um vídeo ao lado do filho Allysson Gomes, de 17 anos de idade, no qual o adolescente pede desculpas por declarações ofensivas contra nordestinos e eleitores do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A manifestação foi publicada nesta terça-feira (27), dois dias após a vitória do petista no segundo turno das eleições presidenciais, e ocorre após a repercussão de mensagens enviadas pelo jovem em um grupo de WhatsApp.

No vídeo, Allysson reconheceu que suas declarações foram ofensivas e afirmou que o comportamento não corresponde aos valores transmitidos por sua família. O adolescente também dirigiu o pedido de desculpas às mulheres e aos pais que possam ter sido atingidos pelas manifestações.

“Vim aqui pedir perdão por todas as minhas falas, onde ofendi nordestinos, mulheres, pais e aos eleitores do Lula. Vim aqui pedir perdão porque isso não condiz com o ensinamento que meus pais me deram dentro de casa, não condiz com a minha fala sobre a minha própria pessoa. Sou um homem de 17 anos, reconheço o meu erro, tô vindo aqui pedir perdão, me perdoe”, declarou.

LEIA MAIS: PT cobra autoridades após denúncias de perseguição política e boicotes em Mato Grosso

Após o pronunciamento do filho, Adelson Bacobaco afirmou que ele e a esposa já vinham conversando com o adolescente sobre as consequências de suas manifestações, mesmo antes da repercussão das mensagens.

“A gente estava conversando com ele anteriormente, eu e a mãe dele, não só agora por motivo do vídeo, mas anteriormente a gente vem dando conselhos, a gente vem falando sobre as situações que podem ocorrer em falas, e uma dessas foi agora, essa fala infeliz que ele teve em grupo de WhatsApp”, afirmou.

Adelson também buscou afastar qualquer associação entre as declarações do filho e seu posicionamento em relação à população ou a adversários políticos. Bacobaco afirmou que mantém relações de amizade com integrantes do PT no município e que as divergências partidárias não interferem em sua convivência com pessoas de diferentes grupos.

“Antes de política eu gosto de povo, eu gosto de gente, eu gosto de toda sociedade, eu gosto de sair da cidade de cabeça erguida, falando com tudo e com todos, até porque não escolhe raça, nem religião, não tenho preconceito de nada. Tem aqui o diretório do PT, inclusive o presidente do diretório do PT é meu amigo, então tem maior consideração com ele e com todo o grupo político dele”, declarou.

O pedido público de desculpas ocorre em meio à repercussão de denúncias de intolerância política e manifestações xenofóbicas em Mato Grosso após o resultado das eleições presidenciais de domingo (25). Em municípios do interior, relatos apontam ameaças de demissão de apoiadores de Lula, propostas de boicote a estabelecimentos comerciais associados ao PT e mensagens discriminatórias contra pessoas de outras regiões do país.

Diante desses episódios, o diretório estadual do PT divulgou uma nota pública cobrando providências das autoridades para apurar possíveis práticas de perseguição política e discriminação. A legenda também pediu que representantes do setor empresarial e da sociedade civil rejeitem iniciativas de exclusão motivadas por preferências eleitorais ou origem regional.

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