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Política Terça-feira, 27 de Outubro de 2026, 20:02 - A | A

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Terça-feira, 27 de Outubro de 2026, 20h:02 - A | A

HNT ENTREVISTA

Após interferência de Zanin nas eleições, Fabio Garcia defende fim dos 'superpoderes' 

Para o deputado federal, decisões monocráticas que pautam o país são um risco; ele também defende uma reforma política com o fim da reeleição, eleições gerais de vereador à presidente e mandatos de 12 anos a ministros do STF

CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

ASSISTA AO HNT ENTREVISTA COM FABIO GARCIA

O deputado federal reeleito Fabio Garcia (União Brasil) defendeu o fim dos chamados 'superpoderes' a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) após decisão do ministro Cristiano Zanin interferir na condução do segundo turno, determinando a prorrogação do horário de votação. Para Garcia, decisões monocráticas não devem pautar o país. Ele interpreta essa autonomia como um risco à democracia. 

"Não existe em democracia uma única decisão monocrática para pautar o Brasil. Portanto, eu acredito que a gente precisa fazer ajustes no funcionamento do processo político do Brasil para resgatar a democracia", afirmou Fabio Garcia ao HNT Entrevista. 

Não existe em democracia uma única decisão monocrática para pautar o Brasil

O deputado também criticou a concentração de poder nas mãos dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, especialmente, na definição da pauta de votações. Segundo ele, projetos de interesse da maioria não deveriam ficar sem um prazo para o plenário discutir.

"Se há um projeto que seja de interesse da maioria do povo brasileiro ou dos parlamentares, está apresentado e pronto para ser votado, o presidente não pode engavetar esse projeto eternamente e decidir o momento que pauta esse projeto", defendeu.

Daniel Souza/TV HNT

Fabio Garcia

O deputado federal reeleito, Fabio Garcia (União Brasil), no podcast HNT Entrevista.

Além de segurar projetos, Fabio apontou que a falta de um processo mais transparente abre margem para que os presidentes da Câmara e Senado chamem para votação pautas com potencial para interferir na escolha dos eleitores, citando a escala o fim da escala 6x1 e perdão às dívidas do MEIs como manobras para favorecer a reeleição do presidente Lula (PT). 

"Essa decisão tem que ser tomada em um colegiado", acredita.

Os presidentes do Senado e Câmara não podem engavetar projetos eternamente

REFORMA POLÍTICA

Garcia vê o fim da reeleição ao Executivo, com a adoção de mandatos únicos de 5 anos, como uma forma de reduzir a influência do calendário eleitoral sobre as decisões de governadores e prefeitos. 

Segundo o deputado, esse não é um posicionamento recente, sendo defendido até mesmo quando era ventilado para disputar a Prefeitura de Cuiabá, na eleição de 2024. Para ele, a mudança permitiria que os esforços estejam voltados a execução de ações dentro do mandato e não a vitória de uma próxima eleição.

Ainda na esteira da reforma política, ele inclui realizações de eleições gerais para vereador, prefeito, deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente da República.

"Eu acredito, na verdade, que existe, sim, uma influência grande nas ações colocadas pelos gestores em ano eleitoral, quando eles vão à reeleição", declarou.

Garcia ainda é favorável a imposição de mandatos de 12 anos para ministros do STF. 

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