O vereador Wanderley Paulo (PP), de Sorriso (420 km de Cuiabá), comemorou a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com uma bandeira do petista na Câmara Municipal e afirmou que vai cobrar o pagamento de uma aposta de R$ 100 mil feita com o produtor rural Gilson Melo Santos. O acordo foi firmado antes do primeiro turno das eleições presidenciais e previa que Wanderley receberia o valor caso Lula vencesse a disputa. Com a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, realizado neste domingo (25), o parlamentar celebrou o resultado e afirmou que pretende honrar o compromisso firmado entre os dois.
A aposta foi anunciada pelo próprio vereador em uma gravação feita antes da votação. “Fechado aqui. R$ 100 mil que Lula vence”, declarou. O pagamento deverá ser feito em grãos de soja, em abril de 2027.
Em entrevista à imprensa local nesta segunda-feira (26), Wanderley comemorou o resultado das urnas e destacou que a conquista tinha um significado especial para ele.
“Mas que não tem preço do que o sabor da vitória. Eu louvo a Deus, porque Deus põe e tira os reis, os reis que Ele quer. Então, primeiro, eu louvo a Deus por essa grande vitória. Ilumino o presidente Lula para continuar cuidando do nosso país”, disse.
O parlamentar também se dirigiu ao produtor rural e afirmou que não há dúvida que Gilson irá cumprir o acordo.
“E aqueles que realmente nos desafiaram para as apostas, o que apostaram, dizer que estamos juntos, um abraço a vocês. É assim mesmo, ganha outro perde. Ganhamos. E aí, meus amigos, compromisso firmado, da minha parte será honrado. E eu não tenho dúvida que são pessoas aí que vão honrar os seus compromissos também”, declarou.
CONTESTAÇÃO DO RESULTADO
A comemoração ocorre em meio à reação de Flávio Bolsonaro à derrota nas urnas. Na noite de domingo, o candidato do PL afirmou que pretendia pedir a anulação da eleição, alegando irregularidades relacionadas à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, que prorrogou até as 19h a votação nas seções eleitorais que ainda estavam abertas.
A medida foi adotada após relatos de dificuldades no transporte de eleitores, e pedidos de extensão haviam sido apresentados pelas campanhas dos dois candidatos.
Na segunda-feira (26), porém, Flávio mudou a estratégia e anunciou que pretende pedir a cassação da chapa de Lula e Geraldo Alckmin (PSB), sob alegações de abuso de poder político e econômico.
A vitória de Lula foi confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com diferença superior a 4,4 milhões de votos em relação a Flávio Bolsonaro. O presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, afirmou que a prorrogação foi cumprida conforme a decisão judicial e que a totalização dos votos ocorreu normalmente.
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