Terça-feira, 20 de Outubro de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Polícia Terça-feira, 20 de Outubro de 2026, 19:01 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Terça-feira, 20 de Outubro de 2026, 19h:01 - A | A

DESCUMPRIU MEDIDA PROTETIVA

Prisão de servidor da MTI por suspeita de assédio é mantida após audiência

Francisley Campos Carolino é investigado por denúncia registrada em 2025 e por suspeita de descumprimento de medida protetiva

DA REDAÇÃO

REPRODUÇÃO

Francisley Campos Carolino 1.jpeg

O servidor Francisley Campos Carolino, da Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), foi preso e permaneceu detido após passar por audiência de custódia nesta terça-feira (20), em Cuiabá. Ele é investigado por suspeita de assédio e importunação sexual contra uma colega de trabalho. A prisão ocorreu no contexto de uma apuração sobre possível descumprimento de medidas protetivas e interferência na produção de provas.

A denúncia original foi registrada em 1º de outubro de 2025, por meio da Ouvidoria da MTI. O caso passou a ser investigado pelas autoridades, e medidas protetivas foram concedidas à denunciante em 15 de julho deste ano.

Um dos episódios analisados ocorreu em 12 de agosto, quando Francisley e outra mulher foram ao local de trabalho da denunciante para entregar um documento. Conforme o relato registrado na ocorrência policial, a funcionária teria sido pressionada a assinar a declaração. A suspeita é de que o episódio pudesse interferir na produção de provas durante a investigação.

A gerente da empresa interveio na situação, e imagens das câmeras de segurança foram preservadas. No boletim de ocorrência, a denunciante relatou suspeitas de tentativa de obstrução da Justiça, coação no curso do processo e manipulação de provas. Essas circunstâncias passaram a integrar a apuração policial.

A versão apresentada pela defesa ainda depende de análise judicial. A apuração deverá esclarecer as circunstâncias da entrega do documento e se houve descumprimento das medidas impostas pela Justiça.

A denúncia contra Francisley foi formalizada cerca de um ano antes da prisão. No decorrer do caso, a colega que fez a denúncia, então ocupante de cargo comissionado na MTI, foi desligada da empresa em 3 de março de 2026, após procedimentos internos.

DEFESA QUESTIONA DENÚNCIA DE ASSÉDIO

A defesa contesta a narrativa apresentada pela denunciante e sustenta que a possível testemunha poderia contribuir para esclarecer o que ocorreu. No entanto, nos documentos analisados, não foi localizada uma declaração da própria denunciante retirando a acusação de assédio sexual.

Também não foi possível confirmar, a partir da petição defensiva consultada, que a testemunha tenha afirmado que o assédio não aconteceu. A ausência de confirmação por uma testemunha, caso tenha ocorrido, não significa que a denúncia foi retirada.

VÍNCULO COM A SEFAZ

Publicação no Diário Oficial de Mato Grosso de 9 de março de 2026 registra a contratação de Francisley como consultor individual para apoiar o gerenciamento e o monitoramento de projetos financiados pelo Programa de Modernização da Gestão Fiscal do Estado, o Profisco II.

O contrato, firmado no âmbito da Sefaz, tem valor indicado de R$ 395.112,96. O documento administrativo comprova o vínculo contratual e o objeto do serviço, mas não estabelece relação com as acusações investigadas. 

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros