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Política Terça-feira, 20 de Outubro de 2026, 08:37 - A | A

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Terça-feira, 20 de Outubro de 2026, 08h:37 - A | A

ELEIÇÃO DA MESA DIRETORA

Veja quem são os vereadores de VG alvos de operação que investiga compra de votos

Com 30 mandados cumpridos por mais de 200 policiais, operação do Gaeco investiga suspeitas de corrupção, compra de votos e negociações ilícitas na eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande

BIANCA MORTELARO
Da redação

HNT

CAMARA VG.jpg

O Gaeco deflagrou, na manhã desta terça-feira (20), uma operação que mira 15 vereadores de Mato Grosso e investiga suspeitas de corrupção, compra de votos e negociação de vantagens indevidas na eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande. Batizada de Cathedra Venalis, a ação cumpre 30 mandados de busca e apreensão em três municípios e mobiliza mais de 200 policiais.

Conforme apurado pelo HNT, dentre os vereadores de Várzea Grande alvos da ação policial estão Cilcinho (PV), Braz Jaciro (PSDB), Alessandro Moreira (MDB), Wender Madureira (Republicanos), Sargento Galibert (PSB), Dr. Miguel Júnior (Cidadania), Lucélia Oliveira (Agir), Kleberton Feitoza (PSB), Raul Curvo (Republicanos), Enfermeiro Emerson (PP) e Rosy Prado (União Brasil).

O presidente da Casa, Wanderley Cerqueira (MDB) e os vereadores Rogerinho Dakar (PSDB), ex-chefe do Departamento de Água e Esgoto (DAE-VG) e líder do governo, completam a lista. Além deles, dois parlamentares de Cuiabá também teriam sido atingidos pela operação, mas não tiveram as identidades confirmadas até o momento.

A diretora financeira da Câmara de VG, Lorineide Aparecida Trindade e o ex-vereador e secretário legislativo Samir Japonês (PL) também estão entre os investigados. 

LEIA MAIS: Gaeco mira 15 vereadores e cumpre 30 mandados em operação contra corrupção em MT

A investigação apura possíveis irregularidades envolvendo a eleição da Mesa Diretora de Várzea Grande, realizada em maio deste ano, quando Wanderley Cerqueira (MDB) foi reeleito presidente da Câmara por 12 votos a 11. O procedimento busca esclarecer suspeitas de compra de votos e possíveis vantagens indevidas na articulação que garantiu a vitória da chapa.

A eleição já havia sido anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em maio, após decisão do ministro Dias Toffoli, que considerou irregular a antecipação do pleito para o biênio 2027/2028.

Além das suspeitas relacionadas à votação, informações preliminares divulgadas pela imprensa apontam que a investigação também busca esclarecer possíveis pagamentos a parlamentares para que mantivessem silêncio sobre determinadas situações.

A operação cumpre 30 mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. As diligências têm como objetivo reunir provas para aprofundar a investigação sobre a possível atuação de uma organização criminosa em crimes contra a Administração Pública.

A força-tarefa reúne integrantes do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo, com apoio de unidades especializadas da Polícia Militar.

O nome Cathedra Venalis, expressão em latim que pode ser traduzida como “cadeira venal” ou “cargo negociado”, faz referência ao objeto das apurações, relacionadas a possíveis práticas ilícitas no exercício de funções públicas.

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