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Política Terça-feira, 20 de Outubro de 2026, 09:12 - A | A

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Terça-feira, 20 de Outubro de 2026, 09h:12 - A | A

LUGAR ERRADO, HORA ERRADA

Alex admite almoço com vereadores de VG, mas nega envolvimento em compra de votos

Operação Cathedra Venalis deflagrada nesta terça-feira (20) apura se houve compra de votos na eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande

RAYNNA NICOLAS E BIANCA MORTELARO
Da Redação/Do Local

Reprodução

alex rodrigues

O vereador de Cuiabá Alex Rodrigues (Podemos) negou envolvimento com os fatos investigados na Operação Cathedra Venalis que apura suposta compra de votos na eleição da Mesa Diretora de Várzea Grande. À imprensa, Alex admitiu ter participado de um almoço com vereadores várzea-grandenses na véspera do pleito, mas alegou que o encontro se deu por mera proximidade com o anfitrião, o vereador Miguel Júnior (Cidadania), de Várzea Grande. 

"Acredito que eu estava no lugar errado, na hora errada", resumiu Alex Rodrigues nesta terça-feira (20) em entrevista na Câmara de Cuiabá.  

Alex também revelou que os vereadores estavam de fato reunidos em torno da eleição da Mesa Diretora, mas, segundo ele, em tom de confraternização. Ele negou qualquer conversa aprofundada sobre o tema durante o período em que esteve no local. 

"Vou ver com os advogados qual é o teor das investigações para a gente dar esclarecimento, além da imprensa,para realmente quem importa, que é a população cuiabana que nos colocou [no cargo]. É um fato ruim, não é um fato legal, nunca passei por isso na minha vida, mas eu tenho certeza absoluta que nós vamos esclarecer e quero contribuir 100% com as investigações", disse. 

Ao todo, 12 vereadores votaram pela reeleição de Wanderley Cerqueira (MDB) no comando da Casa de Leis várzea-grandense. Todos eles foram alvos do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). Em Cuiabá, além de Alex, o presidente eleito da Câmara, Ilde Taques (Podemos), é investigado pelo Ministério Público no âmbito da Cathedra Venalis. 

Além da suposta compra de votos, o MP investiga outras ocasiões em que os vereadores de VG teriam sido beneficiados com propina para manter silêncio sobre determinadas situações. 

A força-tarefa cumpre 30 mandados nesta terça-feira em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães.

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