O Tribunal do Júri de Porto Alegre do Norte (1.030 km de Cuiabá) condenou nesta segunda-feira (19) o ex-peão de rodeio Milton Carneiro da Silva a 41 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial fechado, pelo assassinato da ex-companheira, Ivoneide Meireles Cordeiro, e do filho dela, Gilmair Domingues Meireles da Silva, de 7 anos.
Segundo a decisão, os jurados reconheceram que os crimes foram cometidos por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas.
O crime ocorreu na madrugada de 29 de dezembro de 2013, em São José do Xingu (952 km da capital), menos de um mês após a separação do casal. De acordo com a investigação, Milton não aceitava o fim do relacionamento com Ivoneide. Após uma discussão na casa da vítima, ele a atacou com vários golpes de facão e a degolou.
Em seguida, matou Gilmair, então com 7 anos, que havia presenciado o assassinato da mãe também com golpes de faca e degola.
Durante o julgamento, os jurados acolheram a tese apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso de que os homicídios foram motivados por sentimento de posse e vingança após o término da relação.
Pela morte de Ivoneide, a pena foi fixada em 19 anos e 3 meses de reclusão. Já pelo assassinato do menino, a condenação foi de 22 anos. Somadas, as penas chegaram a 41 anos e 3 meses de prisão.
Na sentença, o juiz determinou o início imediato do cumprimento da pena e expediu mandado de prisão contra o condenado.
O crime causou comoção na época, inclusive pelo fato de ele ser um peão de rodeio famoso na região e usava o nome artístico “Couro Velho”. Após o crime ele fugiu para o Pará e só foi preso em 2021.
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