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Justiça Segunda-feira, 19 de Outubro de 2026, 18:42 - A | A

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Segunda-feira, 19 de Outubro de 2026, 18h:42 - A | A

ENTERRADA NO QUINTAL

Acusado de matar empresária com ‘enforca-gato’ vai a júri nesta terça-feira

Jackson Pinto da Silva é acusado de asfixiar a mulher, enterrar o corpo e simular falso desaparecimento para esconder o crime

CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

Reprodução

Nilza Moura de Sousa Antunes Jackson Pinto da Silva.jpeg

O julgamento de Jackson Pinto da Silva, acusado de matar a esposa, a empresária Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, com um 'enforca-gato' e enterrar o corpo no quintal de casa, em Cuiabá, está previsto para esta terça-feira (20) no Fórum da capital. A Justiça determinou que o processo tramite publicamente e que a sessão seja aberta ao público, mantendo sob sigilo apenas o nome da vítima, conforme prevê a Lei Maria da Penha.

LEIA MAIS: Homem que matou empresária com "enforca-gato" e enterrou no quintal vai a Júri

A decisão que retirou o segredo de justiça foi proferida pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, após pedidos do Ministério Público (MPMT) e do assistente de acusação, que informou que a família da vítima não se opõe à publicidade do processo.

Na decisão, a juíza destacou que a publicidade é a regra do Judiciário e que a restrição de acesso deve ser aplicada apenas em situações excepcionais. Apesar da liberação do acesso aos autos, a juíza determinou que o nome da vítima continue protegido, conforme a Lei Maria da Penha. 

RELEMBRE O CASO

O crime ocorreu na manhã de 4 de maio de 2026, na residência do casal, no bairro Parque Cuiabá, na Capital. Conforme a acusação, Jackson matou a esposa por asfixia com uma braçadeira de nylon enquanto ela dormia. Depois do assassinato, o corpo foi enterrado em uma cova de aproximadamente dois metros de profundidade, escavada no quintal da serralheria que funcionava no imóvel do casal.

Segundo o Ministério Público, o acusado teria contratado previamente um serviço de escavação sob a justificativa de construir uma fossa. Após o crime, ele também teria registrado uma ocorrência policial com informações falsas sobre o desaparecimento da esposa, numa tentativa de encobrir o assassinato.

A investigação apontou ainda uma possível motivação patrimonial. De acordo com a acusação, Jackson teria transferido R$ 18 mil do cartão de crédito da vítima para a própria conta após o crime.

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