O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) marcou para 4 de novembro o depoimento de três testemunhas de defesa em uma ação que investiga suposto abuso de poder político e econômico envolvendo o senador eleito Mauro Mendes (União Brasil) e a deputada federal eleita Virgínia Mendes (União Brasil), por causa de um evento realizado na Arena Pantanal.
Foram convocados para depor o apresentador Andraus Araújo Lima, conhecido como Cuiabano Lima, o empresário Thiago André Morais Martins e a gestora Jaqueline Gomes da Silveira. A audiência será realizada por videoconferência, conforme decisão do corregedor regional eleitoral, desembargador Marcos Machado.
Ao autorizar os depoimentos, o magistrado considerou que as testemunhas podem esclarecer aspectos que não teriam sido totalmente identificados nas gravações do evento, especialmente sobre eventual orientação prévia ao apresentador e possível conhecimento ou anuência dos investigados.
Ao justificar a decisão, Marcos Machado destacou a necessidade de aprofundar pontos relacionados à organização e à finalidade das manifestações feitas no palco.
“Os depoimentos dessas testemunhas podem dirimir pontos relevantes sobre o objeto da AIJE, notadamente a existência de eventual orientação prévia ao apresentador, conhecimento ou a anuência dos requeridos e a possível utilização do espetáculo em benefício das candidaturas, os quais não podem ser integralmente aferidos pelos registros audiovisuais”, afirmou.
A ação foi apresentada pelo ex-governador e ex-adversário de Mauro ao Senado, Pedro Taques (PSB) e tem como origem o espetáculo Histórias – O Show do Século, realizado em 26 de setembro de 2026, na Arena Pantanal. A petição inicial sustenta que o evento teria sido utilizado para promoção eleitoral irregular em benefício das candidaturas de Mauro e Virgínia. Caso as acusações sejam comprovadas ao final do processo, a investigação pode resultar na cassação dos registros ou diplomas dos candidatos eleitos.
O corregedor, por outro lado, indeferiu as testemunhas indicadas pelo autor da ação, por considerar que os registros audiovisuais já documentam os acontecimentos e a dinâmica das apresentações.
Em contestação, os investigados alegaram que a petição inicial seria inepta e sustentaram não haver demonstração de participação pessoal nos fatos apontados nem de irregularidade no uso do espaço público.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) se manifestou favoravelmente ao prosseguimento da instrução processual. A ação segue em tramitação, e as alegações ainda dependem da análise das provas e do julgamento da Justiça Eleitoral.
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.










