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Política Terça-feira, 20 de Outubro de 2026, 08:39 - A | A

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Terça-feira, 20 de Outubro de 2026, 08h:39 - A | A

ELEIÇÃO DA MESA

Ilde Taques e Alex Rodrigues entram na mira de operação que investiga compra de votos na Câmara de VG

A operação cumpre 30 mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães

RAYNNA NICOLAS E BIANCA MORTELARO
Da Redação

Reprodução

ILDE TAQUES E ALEX RODRIGUES

Os vereadores de Cuiabá, Ilde Taques e Alex Rodrigues, ambos do Podemos, são investigados no bojo da Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) nesta terça-feira (20). Ao todo são 30 mandados, sendo 15 em face de parlamentares de Cuiabá e Várzea Grande. A ação investiga denúncia de compra de votos envolvendo a eleição da Mesa Diretora de Várzea Grande, realizada em maio deste ano, quando Wanderley Cerqueira (MDB) foi reeleito presidente da Câmara por 12 votos a 11. 

Conforme apurado pelo HNT, dentre os vereadores de Várzea Grande alvos da ação policial estão Cilcinho (PV), Braz Jaciro (PSDB), Alessandro Moreira (MDB), Wender Madureira (Republicanos), Sargento Galibert (PSB), Dr. Miguel Júnior (Cidadania), Lucélia Oliveira (Agir), Kleberton Feitoza (PSB), Raul Curvo (Republicanos), Enfermeiro Emerson (PP) e Rosy Prado (União Brasil).

O presidente da Casa, Wanderley Cerqueira (MDB) e os vereadores Rogerinho Dakar (PSDB), ex-chefe do Departamento de Água e Esgoto (DAE-VG) e líder do governo, e Gisa Barros (Podemos) completam a lista. 

A diretora financeira da Câmara de VG, Lorineide Aparecida Trindade e o ex-vereador e secretário legislativo Samir Japonês (PL) também estão entre os investigados. 

Além das suspeitas relacionadas à votação, informações preliminares divulgadas pela imprensa apontam que a investigação também busca esclarecer possíveis pagamentos a parlamentares para que mantivessem silêncio sobre determinadas situações.

A operação cumpre 30 mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. As diligências têm como objetivo reunir provas para aprofundar a investigação sobre a possível atuação de uma organização criminosa em crimes contra a Administração Pública.

A força-tarefa reúne integrantes do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo, com apoio de unidades especializadas da Polícia Militar.

O nome Cathedra Venalis, expressão em latim que pode ser traduzida como “cadeira venal” ou “cargo negociado”, faz referência ao objeto das apurações, relacionadas a possíveis práticas ilícitas no exercício de funções públicas.

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