O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), saiu em defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na eleição presidencial de domingo (25), após a imprensa nacional e internacional repercutir que o parlamentar teria deixado o Brasil com a família rumo aos Estados Unidos. Abilio afirmou que o parlamentar agiu corretamente ao buscar proteção diante do que classificou como insegurança jurídica e perseguição política no país.
Brunini ainda questionou o cenário jurídico brasileiro ao justificar que considera legítima a decisão do senador de proteger a família. O gestor, porém, reconheceu que a situação deve ser analisada judicialmente.
“Dada as circunstâncias da democracia relativa no Brasil, dada a circunstância da insegurança jurídica do nosso país e até mesmo esse pêndulo irregular do Poder Judiciário, eu acho que ele fez certo em proteger ele e sua família”, declarou em entrevista ao portal Estadão MT nesta terça-feira (27).
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O prefeito argumentou que, até então, não havia uma ordem de prisão contra Flávio e defendeu o direito de locomoção do senador. “Claro que isso deve ser questionado no espectro judicial adequadamente. Ainda não tem ordem de prisão para ele, então ele tem liberdade para fazer isso”, afirmou.
Abilio também ressaltou que Flávio ainda exerce o mandato de senador e sustentou que o parlamentar tem liberdade para viajar, mesmo diante das circunstâncias políticas e judiciais.
“Ele é um senador da República. O senador da República tem o poder de ir para onde quiser ir, ainda que haja qualquer circunstância de opressão política ou perseguição. Ele só deixa de ser um senador da República no início do ano que vem. Enquanto ele é senador, tem liberdade de agir como ele bem entender”, disse.
Questionado sobre a possibilidade de outras lideranças, como o senador Carlos Bolsonaro (PL), assumirem protagonismo político e os efeitos da derrota de Flávio para o movimento bolsonarista, Abilio afirmou acreditar que a oposição continuará crescendo e criticou a perspectiva de um novo governo Lula, comparando-o com a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e o ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (PSD).
“O movimento bolsonarista está só crescendo, só crescendo. E o que o Lula está fazendo só traz prejuízo para a esquerda mesmo [...] Eu acho que o Lula vai fazer cada dia mais cagada. Vai ser um Dilma 2, vai ser um Emmanuel 2 e a direita vai crescer em relação a isso tudo”, declarou.
RUMO AOS EUA
A saída de Flávio do Brasil foi noticiada inicialmente pelo jornal argentino Infobae e confirmada pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo. As reportagens apontam que o senador teria passado pela Argentina antes de seguir para os Estados Unidos com a mulher e as duas filhas. Aliados também afirmaram à imprensa que ele estaria a caminho do território norte-americano.
O caso ganhou repercussão porque o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia determinado que Flávio entregasse os passaportes à Polícia Federal e não deixasse o país. Após o senador não cumprir o prazo estabelecido para a entrega dos documentos, a Polícia Federal cancelou os passaportes.
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