Reprodução/Instagram

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL-MT), e o senador Flávio Bolsonaro (Pl-RJ), pré-candidato à presidência da República.
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), considerou inviável o pedido de anulação do segundo turno das eleições. Para ele, o suposto processo ventilado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) tinha caráter "meramente performático". Abilio reconhecei a vitória do presidente Lula (PT) antes do pronunciamento do PL.
Na contramão de parte do partido, o prefeito divergiu da intenção de Flávio de contestar o resultado e comparou a tentativa de anulação a uma partida de futebol já encerrada.
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"Eu não acho que há possibilidade nenhuma de ir para frente. Acredito que é meramente performático, claro que dentro das suas prerrogativas", afirmou o prefeito à imprensa nesta terça-feira (17).
Abilio recorreu a uma situação hipotética envolvendo um gol irregular em uma partida de futebol. Segundo ele, mesmo que o uso do árbitro de vídeo (VAR) comprovasse uma infração após o encerramento do jogo, isso não seria suficiente para anular toda a disputa.
"Nunca vi um jogo que foi ganhado com um gol de mão ser anulado depois do fim da partida. Você pode anular o gol no meio da partida, enquanto ela ocorre, mas, uma vez que acabou o jogo, acabaram os 90 minutos, contestar um gol de mão não tem como", disse.
Lula foi reeleito com 64,2 milhões de votos, o equivalente a 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro recebeu 59,8 milhões de votos, correspondentes a 48,21%. A diferença entre os dois candidatos foi de aproximadamente 4,4 milhões de votos.
Flávio colocou em descrédito o resultado alegando que a decisão do ministro do STF, Cristiano Zanin, de estender o horário da votação teria favorecido Lula. Nesta terça, o senador fugiu do país para os Estados Unidos. O governo americano já confirmou que vai conceder vistos a Flávio e sua família.
O senador é alvo de investigação por lavagem de dinheiro. Ele também é investigado pela Polícia Federal (PF) por crimes relacionados ao financiamento da produção do filme "Dark Horse", sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que cumpre prisão domiciliar pelos atos antidemocráticos de 8/1 de 2023.
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