Um policial penal foi preso na noite de terça-feira (27), suspeito de atirar duas vezes contra um homem durante uma discussão por causa do pagamento de um serviço, no bairro Canjica, em Cuiabá. Segundo o relato da ocorrência divulgado pelo Grupo Sérgio Lapada, a vítima foi contratada para cavar uma valeta em frente à residência do servidor, mas houve um desentendimento na hora de receber o dinheiro.
De acordo com a versão apresentada pelo homem aos policiais, o serviço havia sido combinado por R$ 50. Após concluir o trabalho, ele teria cobrado o pagamento, mas o contratante alegou que o valor acertado seria menor, entre R$ 30 e R$ 40.
A discussão se intensificou e, conforme o relato, o policial penal sacou uma pistola e efetuou dois disparos na direção do trabalhador. Os tiros não o atingiram.
Mesmo após fugir dos disparos, o homem teria voltado ao local para cobrar o dinheiro. Diante da recusa do suspeito em pagar, ele se afastou da residência e acionou uma equipe da Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam).
Os policiais foram até a casa do servidor para verificar a denúncia. Segundo a reportagem, o homem inicialmente negou as acusações e afirmou que a arma estava dentro da residência. Durante a abordagem, porém, os policiais localizaram a pistola na cintura dele.
A equipe deu voz de prisão ao suspeito, que se identificou como policial penal durante a ocorrência. A arma foi apreendida e o servidor encaminhado ao Cisc Verdão, em Cuiabá.
Ainda conforme o relato divulgado, o homem demonstrou nervosismo e contestou a prisão. Ele também teria questionado a versão da vítima e afirmado que sua palavra, por ser policial penal, teria mais credibilidade.
A vítima foi encaminhada para ser ouvida pela Polícia Judiciária. Uma equipe da própria Polícia Penal compareceu à unidade para conduzir o servidor.
A reportagem do Grupo Sérgio Lapada também relacionou o suspeito a uma ocorrência registrada em 2022, quando ele teria atropelado cinco ou seis pessoas de uma mesma família em Cuiabá. Na ocasião, conforme o relato jornalístico, ele foi detido após o acidente e teria se recusado a realizar o teste do bafômetro.
As circunstâncias e os desdobramentos daquele caso não foram detalhados na gravação atual. A referência ao episódio anterior não representa, por si só, comprovação de responsabilidade criminal na ocorrência de agora.
O caso registrado na terça-feira deverá ser apurado pelas autoridades. Até o momento, não foram apresentados detalhes sobre eventual autuação formal, decisão judicial ou manifestação da defesa do policial penal.
CONFIRA:
*Com informações Serginho Lapada
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