Para o economista do FGV/Ibre, Stéfano Pacini, o resultado corrobora as análises dos últimos meses de desaceleração da demanda e acúmulo de estoques. Segundo ele, houve piora mais intensa dos indicadores que compõem a situação atual.
À frente, afirma, o resultado tem caráter compensatório e mantém afastado o sentimento de otimismo entre os empresários para os próximos meses. "Os efeitos dos estímulos setoriais parecem estar passando e a resiliência do mercado de trabalho parece não sustentar mais a confiança dos empresários que enfrentam condições monetárias restritivas e ambiente de incerteza ainda elevado", diz.
No detalhamento dos componentes do índice, o Índice de Situação Atual (ISA) retraiu 1,1 ponto, para 92,5 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) subiu 0,6 ponto, para 89,8 pontos.
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (Nuci) caiu 1,4 ponto porcentual em outubro, para 81,8%.
A coleta de dados para a edição de outubro de 2026 foi realizada entre os dias 1º e 23 do mês. A divulgação do próximo levantamento da Sondagem da Indústria ocorrerá em 27 de novembro de 2026.
(Com Agência Estado)
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