O produtor rural do município de Canarana (a 605 km de Cuiabá), João Lagasse, simulou a morte e o sepultamento do presidente Luiz Inácio Lula (PT) nas redes sociais horas antes do resultado das eleições neste domingo (25), que reelegeu o petista com 51,79% dos válidos, contra 48,21% dos votos recebido pelo rival Flávio Bolsonaro (PL).
"Aqui em Canarana, Mato Grosso, hoje dia 25 de outubro, com pesar a gente comunica o falecimento do Sr. Luiz Inácio. O sepultamento será aqui no Canecos Bar, na Avenida Rio Grande do Sul. Tá sendo velado nesse momento", disse em tom irônico.
No vídeo, o produtor aparece ao lado de um caixão vermelho com as estrelas do Partido dos Trabalhadores. Em outro vídeo, o produtor aparece com o caixão sobre a caminhonete andando pelas ruas do município.
O primeiro vídeo publicado, porém, foi excluído das redes sociais após o resultado das eleições, que chegou a ser prorrogada por mais 2h por decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão também foi alvo de críticas pelo bolsonarista.
Em outro vídeo, o produtor aparece decepcionado, questionando o resultado e se o presidente Lula realmente será empossado em janeiro de 2027.
"Alguns vão falar, 'o Lula vai assumir' e pronto, acabou. Outros vão falar 'vamos pra guerra', outros vão falar que a eleição vai ser anulada. Então se alguém tiver uma resposta verdadeiramente, o que é que vai acontecer agora? Porque eu já não sei mais o que fazer", questionou.
Lagasse chegou a revelar que era um momento difícil diante da derrota de seu candidato e relembrou os atos antidemocráticos feitos pelos apoiadores da direita em 2022, quando pediram por intervenção militar logo após o segundo turno das eleições presidenciais em 2022, em que Jair Bolsonaro perdeu para Luiz Inácio Lula.
À época, o resultado das urnas também foi contestado e desencadeou uma onda de ataques às instituções públicas, como o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília (DF).
"Fomos pra frente dos quartéis, fomos pra Brasília, brigamos, lutamos da vez passada, só tomando paulada. E agora? Vai ser a mesma coisa? Vai ficar assim? O que que vai acontecer?", indagou.
O bolsonarista também questionou a possibilidade de anulação das eleições e outra votação no país. A fala vai na direção da declaração dada pelo senador Flávio Bolsonaro após a derrota, que afirmou que irá, juntamente com sua equipe jurídica, pedir pela anulação das eleições.
"Vai anular a eleição ou não vai? Queremos uma resposta, por favor", pediu em estado de desespero.
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