A primeira-dama de Cuiabá e candidata a deputada estadual Samantha Iris (PL) anunciou que pediu a retirada da representação por violência política de gênero apresentada contra o ex-vereador de Sorriso, Maurício Gomes. Segundo a vereadora, a acusação será reformulada para incluir possíveis enquadramentos por calúnia, denunciação caluniosa e outros crimes contra a honra, após a troca de acusações envolvendo o ex-parlamentar e o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL).
A mudança de estratégia jurídica foi comunicada pela própria candidata em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (15). Samantha afirmou que, embora o escritório de advocacia que a representa tenha autonomia para adotar medidas judiciais, ela entendeu que o episódio não se enquadra como violência política de gênero.
“Enquanto a gente tá na campanha, na correria, o nosso escritório de advocacia tem total liberdade para nos representar em ações que julgar necessário. Mas nesse caso em específico, eu solicitei que eles retirassem essa ação por violência política de gênero porque eu não acredito que esse seja o caso”, declarou.
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Ao justificar a decisão, Samantha afirmou que as declarações feitas por Maurício Gomes não tiveram como motivação o fato de ela ser mulher, mas configurariam, na avaliação dela, outros tipos de ilícitos previstos na legislação.
“Nesse caso específico, desse cara desconhecido lá de Sorriso, que tá falando mal de mim, eu acredito que pode ser denunciação caluniosa, pode ser calúnia de informação, podem ser outras situações, mas não é uma situação específica pelo fato de eu ser mulher. Eu acho que é só uma pessoa infeliz mesmo que se sentiu ofendida por causa de um vídeo que a gente nem mencionou ele”, afirmou.
A candidata também aproveitou a publicação para reforçar críticas ao movimento feminista.
“Eu quero dizer pra vocês que continuo sendo antifeminista, eu acho que o feminismo é um desserviço pra sociedade. Vou continuar incomodando esquerdista, vou continuar incomodando feminista, e a gente continua trabalhando”, disse.
Na sequência, Samantha sustentou que divergências políticas podem ocorrer entre homens e mulheres sem que isso necessariamente caracterize violência política de gênero. Segundo ela, a discussão deve ser concentrada na apuração de eventuais crimes contra a honra.
“As pessoas podem sim discutir entre si, independente de gênero, homens, mulheres, discutir politicamente, mas aí tem a questão de mentira, calúnia, difamação e esse é um crime que serve para todos os gêneros, para todos os lados. E é nisso que a gente precisa enquadrar essa ação para poder se defender”, completou.
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