O velório será realizado na quarta-feira, 16, das 11h às 16h, na Reitoria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na Rua Sena Madureira, 1500, em São Paulo. De acordo com a União de Mulheres de São Paulo, entidade da qual Amelinha era diretora, o sepultamento ocorrerá no mesmo dia, com saída da Unifesp em direção ao Cemitério da Vila Formosa.
Nascida em Contagem, Minas Gerais, Amelinha militou no Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e se tornou uma das vozes de denúncia da violência praticada pelo regime militar. Sua atuação política a colocou entre as vítimas da repressão durante os anos de chumbo.
Em 1972, ela foi presa e torturada nas dependências do Destacamento de Operações e Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), em São Paulo. Entre os responsáveis pelas sessões de tortura estava o major do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra. Naquele período, o marido de Amelinha, César Augusto Teles, e o companheiro de militância Carlos Nicolau Danielli também foram presos e levados ao órgão de repressão.
Amelinha testemunhou o assassinato de Danielli. Seus dois filhos, então com 4 e 5 anos, também foram sequestrados e levados ao DOI-Codi, onde foram obrigados a presenciar as torturas sofridas pelos pais.
A experiência da repressão marcou a trajetória de Amelinha e também sua produção intelectual. Ela integrou a Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos e dedicou parte de sua atuação à preservação da memória sobre os crimes cometidos durante a ditadura e à defesa dos direitos das mulheres.
Entre seus livros estão Contos da Cela Três, com memórias escritas em 1973, durante o período em que esteve presa; Breve História do Feminismo no Brasil; e O Que São os Direitos Humanos das Mulheres?.
(Com Agência Estado)
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