Terça-feira, 15 de Setembro de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Variedades Terça-feira, 15 de Setembro de 2026, 15:30 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Terça-feira, 15 de Setembro de 2026, 15h:30 - A | A

Morre Amelinha Teles, escritora e símbolo da luta contra a ditadura, aos 81 anos

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

Maria Amélia de Almeida Teles, a conhecida como Amelinha Teles, morreu aos 81 anos. Uma das vítimas da repressão durante a ditadura militar brasileira (1964-1985), a escritora e militante feminista teve a morte comunicada por amigos nas redes sociais nesta terça-feira, 15.

O velório será realizado na quarta-feira, 16, das 11h às 16h, na Reitoria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na Rua Sena Madureira, 1500, em São Paulo. De acordo com a União de Mulheres de São Paulo, entidade da qual Amelinha era diretora, o sepultamento ocorrerá no mesmo dia, com saída da Unifesp em direção ao Cemitério da Vila Formosa.

Nascida em Contagem, Minas Gerais, Amelinha militou no Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e se tornou uma das vozes de denúncia da violência praticada pelo regime militar. Sua atuação política a colocou entre as vítimas da repressão durante os anos de chumbo.

Em 1972, ela foi presa e torturada nas dependências do Destacamento de Operações e Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), em São Paulo. Entre os responsáveis pelas sessões de tortura estava o major do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra. Naquele período, o marido de Amelinha, César Augusto Teles, e o companheiro de militância Carlos Nicolau Danielli também foram presos e levados ao órgão de repressão.

Amelinha testemunhou o assassinato de Danielli. Seus dois filhos, então com 4 e 5 anos, também foram sequestrados e levados ao DOI-Codi, onde foram obrigados a presenciar as torturas sofridas pelos pais.

A experiência da repressão marcou a trajetória de Amelinha e também sua produção intelectual. Ela integrou a Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos e dedicou parte de sua atuação à preservação da memória sobre os crimes cometidos durante a ditadura e à defesa dos direitos das mulheres.

Entre seus livros estão Contos da Cela Três, com memórias escritas em 1973, durante o período em que esteve presa; Breve História do Feminismo no Brasil; e O Que São os Direitos Humanos das Mulheres?.

(Com Agência Estado)

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros