O ex-governador de Mato Grosso e candidato ao Senado Mauro Mendes (União Brasil) classificou como um “show de horrores” a atual atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu que a Corte adote uma postura mais discreta. Para o candidato, o excesso de exposição do Supremo e a falta de definição sobre os limites de atuação das instituições têm ampliado a instabilidade política no país.
Ao criticar a condução do STF, Mauro afirmou que a Corte deveria reduzir a presença na mídia e se concentrar em suas atribuições. Segundo ele, as disputas institucionais não produzem efeitos práticos para a população e acabam desviando o debate de questões econômicas, como a dívida pública e os juros.
“Nós precisamos colocar um ponto final nessas grandes confusões do nosso país. Isso no final do dia não enche a barriga de ninguém, não paga a dívida pública, não faz baixar os juros. Então todo mundo tem que se colocar no seu lugar. O Supremo tem que se colocar no seu lugar, tem que ter uma atitude mais low profile, ou seja, mais discreta, não tem que estar na mídia toda hora”, declarou Mendes em entrevista à imprensa nesta segunda-feira (14).
Na avaliação do ex-governador, a postura adotada atualmente pelo STF difere do funcionamento que, segundo ele, deveria prevalecer entre as instituições. Mauro citou conflitos relacionados às atribuições e aos limites de atuação dos Poderes para justificar a crítica e afirmou que o cenário contribui para o que chamou de “show de horrores”.
“É assim que funciona no mundo inteiro. Por que no Brasil tem que ser diferente? Se fosse diferente, se estivesse dando um resultado melhor, seria ótimo. Parabéns para o nosso Brasil. Mas nós temos hoje uma grande confusão. São denúncias, são atribuições que são desrespeitadas, limites que não são considerados. Então isso está criando um show de horrores”, afirmou.
Mauro também direcionou a cobrança ao Senado Federal, responsável constitucionalmente por processar e julgar ministros do STF em crimes de responsabilidade. Ao defender uma atuação mais efetiva da Casa, o candidato afirmou que não basta que senadores façam declarações públicas sobre o tema sem que sejam adotadas medidas concretas.
“Isso não é bom para o Brasil e eu acho que o Senado tem que tomar uma atitude. Agora a atitude se toma na prática, de verdade, porque tem muita gente que diz que é corajosa na hora de tentar ganhar o voto, na hora de mostrar resultado já vi muita gente afinando aí no Brasil inteiro”, declarou.
Mauro, que disputa uma das duas vagas de Mato Grosso no Senado nas eleições de 2026, tem defendido durante a campanha uma atuação mais rigorosa do Legislativo na fiscalização das demais instituições.
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