O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), anunciou nesta segunda-feira (14) que o Estado prepara um edital para contratar o serviço de bloqueio de sinais de celulares nas unidades prisionais, com prioridade para a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá. A medida foi anunciada um dia após reportagem do Fantástico, da TV Globo, mostrar a atuação de um grupo missionário familiar que mantinha contato com lideranças faccionadas e tinha acesso à unidade prisional com autorização do Estado.
Questionado sobre a entrada de celulares e a proximidade entre integrantes do grupo e detentos apontados como lideranças criminosas, Pivetta afirmou que o sistema penitenciário realiza fiscalizações de forma recorrente, mas reconheceu que ainda são registrados casos de comunicação irregular a partir das unidades.
“Nós fazemos sistematicamente o combate, a fiscalização, infelizmente ainda existem muitos casos desses e a solução definitiva é bloqueador de celular”, declarou Pivetta, durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (14).
O governador afirmou que o governo estadual já trabalha na elaboração do edital para contratar a solução tecnológica. A intenção, conforme Pivetta, é impedir que detentos utilizem aparelhos celulares para manter comunicação externa e, dessa forma, dificultar a atuação de integrantes de organizações criminosas a partir das unidades prisionais.
“Nós estamos formulando o edital para licitar a compra desse serviço, para bloquear celular nas unidades prisionais. É a única maneira de eliminar definitivamente a comunicação dos detentos que comandam o crime aqui fora”, afirmou.
ENTENDA O CASO
A declaração ocorreu após a reportagem do Fantástico revelar a rotina de um grupo familiar que se apresentava como missionário e mantinha contato com presos e integrantes de facções criminosas dentro da PCE. A investigação exibida pelo programa mostrou que os integrantes tinham acesso à penitenciária e mantinham relação próxima com detentos apontados como lideranças do grupo criminoso.
O caso levantou questionamentos sobre os mecanismos de controle de acesso e fiscalização dentro da unidade prisional. A partir da repercussão da reportagem, o governo anunciou a preparação do edital para contratação dos bloqueadores.
A proposta ainda está em fase de elaboração e deverá ser formalizada por meio de licitação.
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