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O candidato a vice-governador, Reinaldo Morais (Novo), o 'Rei do Porco', e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O candidato a vice-governador, Reinaldo Morais (Novo), conhecido como 'Rei do Porco', rebateu com ironia sobre a fama de 'melância' do candidato ao governo e senador, Wellington Fagundes (PL). Para ele, o apelido não "cola", pois Fagundes continua "fiel" ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), votando de acordo com a orientação do partido em Brasília, mesmo com o passado da sigla com o PT.
"Pode falar o que quiser. Não vai colar nele qualquer apelido", disse Reinaldo Morais nesta segunda-feira (14) à CBN Cuiabá.
Reinaldo minimizou as cobranças de integrantes mais radicais do Partido Liberal contra a aliança com o MDB e lembrou o histórico da legenda, que já esteve ligada ao centro e à centro-esquerda. Ao comentar a resistência de prefeitos e filiados do PL à composição para as eleições de 2026, Reinaldo afirmou que o partido tinha uma orientação política diferente antes da filiação de Bolsonaro. Como exemplo, citou a indicação de José Alencar para ser vice-presidente na chapa de Lula (PT).
"O PL, até então, antes do nosso presidente Bolsonaro se filiar, era um partido mais identificado com o centro e a centro-esquerda. Tanto é que o PL indicou o vice-presidente do Lula, o José Alencar. Então, como que nós podemos negar isso? O partido era assim", relembrou.
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A indicação de José Alencar foi formalizada pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Alencar foi vice de Lula nos dois primeiros mandatos do petista na Presidência da República, entre 2003 e 2010, e acabou se afastando do PL posteriormente.
Reinaldo destacou que a chegada de Bolsonaro alterou o posicionamento político do partido, mas pontuou que o ex-presidente conhecia o histórico da legenda quando decidiu se filiar.
"Quando o presidente Jair Bolsonaro resolveu se filiar ao PL, ele conhecia o histórico do partido e decidiu espontaneamente vir para o PL. A partir do momento que o presidente Bolsonaro se filiou ao PL, mudou completamente o direcionamento do partido. Então, o partido passou de centro-direita para, em alguns momentos, extrema-direita", declarou.
Reinaldo também saiu em defesa do candidato ao governo e senador, Wellington Fagundes (PL), que enfrenta resistência dentro do próprio partido por causa da aliança com o MDB. O candidato a vice-governador afirmou que o senador manteve fidelidade ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante o governo anterior e continuou alinhado às pautas do grupo após a mudança de governo.
"Wellington Fagundes votou 100% das pautas que o presidente Bolsonaro indicou para o Senado favoravelmente. Ou seja, ele foi o senador que mais votou junto com o presidente Bolsonaro, foi o mais fiel", falou.
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