O prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL) respondeu às críticas sobre o acúmulo de pastas chefiado por Reginaldo Teixeira (Novo) na Secretaria Municipal de Obras Públicas e na Secretaria Municipal de Educação como interino, após a saída de Amauri Monge. Alvo de questionamentos na Câmara Municipal, o gestor justificou a centralização como uma medida temporária e necessária para concluir um levantamento econômico no setor educacional, prometendo definições sobre o secretariado para o final deste mês.
“Dilemário está certo, é muito serviço para um secretário só. E o secretário de educação está terminando o balanço da educação, que é o nosso objetivo, que ele fosse para lá fazer o levantamento econômico da secretaria. Que é uma coisa que o Reginaldo tem mais habilidade, que é a parte gestora, a parte econômica”, afirmou Brunini, em entrevista neste sábado (20).
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A polêmica ganhou força após declarações dos vereadores Daniel Monteiro (Republicanos) e Dilemário Alencar (UB). Monteiro classificou o acúmulo como um sinal de "abandono" na Educação. Por outro lado, Dilemário Alencar defendeu que Teixeira já cumpriu sua missão de realizar um "raio-X" na Educação e deveria agora focar exclusivamente na recuperação das vias públicas antes do período de chuvas.
O prefeito assegurou que o cenário de interinidade, iniciado após a saída de Amauri em abril, está perto de uma conclusão. De acordo com Brunini, o anúncio dos nomes definitivos para ambas as secretarias ocorrerá assim que os dados financeiros forem consolidados.
“Assim que ele terminar esse balanço, esse mês a gente toma uma decisão quem é o secretário de educação e quem é o secretário de obras”, declarou.
Questionado sobre a existência de candidatos para as vagas, o prefeito revelou que possui nomes qualificados sob análise, mas evitou antecipar nomes para não interferir no processo técnico. Abilio ressaltou que pretende compartilhar os resultados do levantamento com o Legislativo municipal antes de oficializar as novas nomeações.
“Tem sim, tem vários nomes habilitados para isso [ocupar a secretária]. A questão é que eu não vou levantar nenhuma posição sobre isso, porque eu quero o balanço do Reginaldo. A gente vai chamar os vereadores, passar também o balanço que as coisas estão por lá. E aí a gente toma uma decisão e torna a situação pública”, concluiu o prefeito.
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