O presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), cobrou explicações imediatas sobre as causas do incêndio de grandes proporções que destruiu completamente o Anexo 1 da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Smecel), na noite de quarta-feira (17). O parlamentar esteve no local para acompanhar o trabalho do Corpo de Bombeiros e manifestou preocupação com a destruição do patrimônio público, ressaltando que o caso exige uma investigação profunda por parte dos órgãos de controle.
“Eu quero resposta porque dinheiro público não é meu, não é de Flávia, é do povo de Várzea Grande e nós queremos resposta, porque um prédio novo desse aí não queima, eu acredito que não pega fogo assim não”, declarou o vereador.
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A reação do presidente ocorreu após vereadores do município terem realizado, na semana anterior, uma fiscalização em depósitos da educação onde foram encontrados livros didáticos e materiais pedagógicos armazenados e supostamente retidos sem distribuição às unidades de ensino. Naquela ocasião, os parlamentares chegaram a registrar boletim de ocorrência após enfrentarem dificuldades para acessar documentos e inventários dos materiais estocados, classificando a situação como falta de transparência.
“Os vereadores estiveram aqui nesse barracão semana passada, fizeram uma fiscalização aqui, eu fui no outro, aí estava tirando material daqui para levar para o outro, mas a gente vai esperar a perícia técnica”.
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O parlamentar revelou ainda que já acionou outras esferas de fiscalização para acompanhar o caso.
“Eu acabei de falar com o presidente do tribunal de contas agora. Ele até pediu pra mim vir pro local, até para averiguar, mas dois incêndios? Um raio cair num lugar duas vezes só, isso aí tem que analisar, tem que investigar muito bem”, afirmou Cerqueira.
Ao ser questionado se acredita que o incêndio possa ter sido de origem criminosa, o presidente da Câmara manteve a cautela, aguardando os laudos oficiais: “Eu não sei, porque eu não sou perito, eu quero ver a perícia”.
O incêndio, que atingiu o galpão localizado nas proximidades da Avenida Filinto Müller, no bairro Marajoara, assustou moradores devido às labaredas que ultrapassaram a altura dos postes e à densa fumaça visível de diversos pontos da cidade.
A proximidade do depósito com um posto de combustíveis gerou pânico na região, exigindo uma resposta rápida da Guarda Municipal para o isolamento da área e do Corpo de Bombeiros para conter as chamas. Apesar da perda total da estrutura e dos materiais, a prefeitura emitiu nota garantindo que o calendário escolar e o fornecimento de merenda não serão afetados, pois as unidades de ensino já estariam devidamente abastecidas.
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