A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), classificou como “natural” a investigação no Ministério Público Eleitoral (MPE) contra seu marido, o empresário Carlos Alberto de Araújo, após a disseminação de um vídeo em que ele é visto manipulando maços de dinheiro em espécie. Apesar de ter sido juntado a uma ação movida contra Moretti que tramita junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o caso foi retirado dos autos e juntado a uma nova apuração do órgão eleitoral.
“É normal, natural, não tenho receio nenhum de investigação porque ali não tem crime nenhum”, declarou Flávia, em coletiva nesta quarta-feira (17).
O vídeo, exibido pelo "Programa do Pop", da TV Cidade Verde, mostra o empresário sentado diante de ao menos nove montes de cédulas de R$ 50 e R$ 100, organizadas em pilhas com elásticos. Para Flávia, no entanto, a denúncia e apuração dos fatos é observada como uma movimentação política dos seus adversários para resultar na sua cassação.
“O que vai ser apurado, que seja apurado e que vai ver que é mais uma, como diz, mais uma articulação política do sistema de oposição contra a minha gestão Flávia Moretti”, ressaltou.
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A ação, movida inicialmente pelos diretórios municipais de Várzea Grande do União Brasil e do MDB contra a prefeita e Tião da Zaeli (PL) — que renunciou ao cargo de vice-prefeito neste ano —, foi motivada por suposto abuso de poder econômico e uso irregular dos meios de comunicação. As acusações envolvem a disseminação de fake news sobre temas como a "Operação Gota D’Água", a suposta omissão de gastos com a contratação de profissionais de comunicação, processos do ex-prefeito Kalil Baracat no JusBrasil, simulação de lives e inventários relacionados à família Baracat.
Os partidos pediam a cassação de ambos os gestores, além de pagamento de multa, porém, o juiz José Mauro Nagib Jorge, da 20ª Zona Eleitoral, absolveu os réus por entender que os fatos descritos não possuem gravidade suficiente que resultasse na anulação dos cargos. Dessa forma, os diretórios das siglas apelaram da sentença e recorreram ao TRE-MT.
Por um placar de sete a zero, os magistrados do TRE acompanharam o voto do relator, juiz Raphael Arantes, e negaram o provimento ao recurso que buscava a cassação. No entanto, antes do julgamento, a advogada Débora Simone Rocha Faria havia feito um pedido para inserção de fatos novos nos autos, anexando o vídeo onde Carlos Alberto, que também exerceu o cargo de secretário Municipal de Assuntos Estratégicos, onde foi exonerado, por determinação judicial, aparece contando os maços de dinheiro.
Apesar de inicialmente ser negada pelo órgão eleitoral, após passar por instrução processual foi determinado que o MPE apure o caso.
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