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Política Segunda-feira, 15 de Junho de 2026, 10:16 - A | A

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Segunda-feira, 15 de Junho de 2026, 10h:16 - A | A

OPERAÇÃO GEMINI

Faissal confirma que recebeu mensagem de Zampieri, mas nega irregularidades

O deputado esclareceu que advogado o procurou para falar sobre processo de invasão em Ribeirão Cascalheira e negou participação em esquema de venda de sentenças

CAMILA RIBEIRO
Da Redação

O deputado estadual Faissal Calil (PL) confirmou que recebeu uma mensagem do advogado Roberto Zampieri em 5 de dezembro de 2023, data em que o jurista foi assassinado no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. Segundo o parlamentar, o contato estava relacionado a uma disputa judicial por terras em Ribeirão Cascalheira, onde ele atuava na defesa de um dos envolvidos.

A troca de mensagens entre Faissal e Zampieri foi um dos elementos que motivaram a expedição de mandado de busca e apreensão contra o deputado no âmbito da Operação Gemini, que investiga um suposto esquema de venda de sentenças judiciais. Durante a ação, a Polícia Federal apreendeu o celular e um HD externo do parlamentar.

LEIA MAIS: Faissal é mencionado em mensagens de 'celular bomba' de Roberto Zampieri

"No dia em que o Zampieri morreu, ele mandou uma mensagem para mim. Se pegarem o celular, verão que eu digo na conversa que preciso notificar o meu cliente. As minhas conversas com o Zampieri não tratam do processo investigado pela Polícia Federal, mas de outro caso", afirmou Faissal em entrevista à Rádio Cultura nesta segunda-feira (15).

De acordo com o deputado, ele representava Ildo Roque Guareschi em uma ação possessória, enquanto Zampieri atuava em favor de João Contigio. Faissal afirmou que os dois estavam em lados opostos da disputa e negou qualquer parceria profissional com o advogado assassinado.

Além do contato com Zampieri, a relação de Faissal com o desembargador Dirceu dos Santos também chamou a atenção dos investigadores. Afastado do cargo por suspeita de envolvimento em um esquema de venda de decisões judiciais, Dirceu teve o nome associado ao deputado no inquérito. Faissal, que já trabalhou como assessor do magistrado, aparece na investigação como suposto operador financeiro do desembargador, acusação que nega categoricamente.

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