O senador e pré-candidato ao governo, Wellington Fagundes (PL), mantém diálogo com o colega de bancada e adversário na disputa ao Paiaguás, Jayme Campos (União Brasil), com o objetivo de construir uma eventual aliança ainda no primeiro turno das eleições de 2026. Amigos de longa data, os dois políticos discutem diferentes cenários para a composição de chapas. Entre as possibilidades ventiladas nos bastidores está a indicação das esposas como candidatas a vice-governadora.
Líder em parte dos levantamentos divulgados até o momento, Wellington elogiou a ex-vice-prefeita de Várzea Grande, Lucimar Campos (União Brasil), destacando sua experiência administrativa e capacidade de gestão.
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“Conversamos, sim, muitas vezes”, afirmou Wellington ao programa Resumo do Dia. “A dona Lucimar é uma pessoa que eu sempre elogiei muito. Ela até parece a minha esposa, é educada e cotada para vice. É competente, poderia ser vice, mas está filiada ao União Brasil”, declarou.
A possibilidade de aproximação entre Jayme Campos e Wellington é vista dentro do União Brasil como uma nova ofensiva. O ex-governador Mauro Mendes, presidente estadual da sigla, tem ignorado a pré-candidatura de Wellington e defende o apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Jayme, no entanto, resiste à posição de Mauro e busca levar a discussão sobre a candidatura própria do União Brasil para a convenção partidária. Ele e o irmão, o deputado estadual Júlio Campos (União Brasil), chegaram a defender a realização de uma pré-convenção em julho, deixando para agosto apenas a formalização das decisões tomadas pelos filiados.
Antes do avanço das divergências internas no União Brasil, Mauro Mendes também buscou construir um acordo com o PL. Segundo Wellington, o ex-governador conversou pessoalmente com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante eventos do partido no Rio de Janeiro e em São Paulo para defender um palanque único em Mato Grosso, tendo Pivetta como candidato ao governo.
A proposta, porém, não prosperou. Conforme Wellington, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, rejeitou a composição e sinalizou apoio à candidatura própria do partido, com o senador liderando a chapa.
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