O vereador de Cuiabá Rafael Ranalli (PL) afirmou que a Marcha para Jesus, que ocorre dia 20 de junho em Cuiabá, é utilizada como palanque político para angariar votos de cidadãos com ideologia partidária de direita, assim como a Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ seria palanque para votos de pessoas com viés de esquerda. A declaração foi realizada após a confirmação da presença do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), na 29ª edição da Marcha Religiosa na capital.
“Com certeza, não dá pra fechar os olhos. Assim como a parada gay é um pedido de voto explícito para esquerda, a Marcha para Jesus com certeza é um pedido ratificado de voto para direita”, declarou Ranalli, em coletiva de imprensa nesta terça-feira (9).
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Ao justificar a fala, o vereador citou a presença da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) na 30ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo. Segundo o parlamentar, Erika teria antecipado o pedido de votos para a sua reeleição.
“Isso aí foi instituído, infelizmente. A Erika Hilton fez isso na Parada Gay, vinculando o pedido de voto à campanha eleitoral antecipada”, disse.
Conforme Ranalli, apesar da sua opinião, a expectativa é que o evento religioso não se resuma apenas à presença dos políticos, mas ressalta que a ala evangélica da capital tende a se aproximar do viés partidário de direita. A ala bolsonarista, da qual o vereador faz parte, mantém relação com o segmento evangélico no Brasil, marcada por alianças profundas com grandes líderes de igrejas e forte atuação no Congresso Nacional.
“A gente espera que não tenha esse descaramento, acho que não vai ter. Ninguém com onsciência vai pedir voto abertamente, mas a gente sabe que a ala evangélica, católica, cristã, na verdade, tende a ter esse voto mais à direita, e no caso no Flávio Bolsonaro”, pontuou.
Ao contrário do prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL), que negou o viés político no evento, Ranalli classificou como “inevitável” a associação partidária da Marcha Religiosa.
“Eu acho que é inevitável, fica com esse caráter político, tanto que eu disse que quem gravou o vídeo foi o pastor, mas isso reverberou nos grupos de WhatsApp de direita, de política, de eleições, de notícias, como a vinda do pré-candidato a presidente, que é o que vai movimentar”, concluiu.
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Brunini sancionou nesta quarta-feira (10), uma Lei Ordinária que oficializa a Marcha para Jesus como Patrimônio Cultural Material e Imaterial do Município. Com a nova legislação o Poder Executivo pode oferecer apoio institucional, promover a divulgação nos meios oficiais e incentivar a participação da comunidade.
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