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Política Sábado, 13 de Junho de 2026, 09:42 - A | A

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COM VINDA DE BOLSONARO

Ranalli admite palanque político na Marcha para Jesus, mas compara com Parada LGBT

Ao contrário do prefeito Abilio Brunini, vereador do PL afirma que grandes eventos de massa tornaram-se palanques consolidados para a direita e para a esquerda

BIANCA MORTELARO
Da redação

O vereador de Cuiabá Rafael Ranalli (PL) afirmou que a Marcha para Jesus, que ocorre dia 20 de junho em Cuiabá, é utilizada como palanque político para angariar votos de cidadãos com ideologia partidária de direita, assim como a Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ seria palanque para votos de pessoas com viés de esquerda. A declaração foi realizada após a confirmação da presença do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), na 29ª edição da Marcha Religiosa na capital.

“Com certeza, não dá pra fechar os olhos. Assim como a parada gay é um pedido de voto explícito para esquerda, a Marcha para Jesus com certeza é um pedido ratificado de voto para direita”, declarou Ranalli, em coletiva de imprensa nesta terça-feira (9).

LEIA MAIS: Abilio nega palanque partidário após confirmação de Flávio Bolsonaro em Marcha para Jesus

Ao justificar a fala, o vereador citou a presença da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) na 30ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo. Segundo o parlamentar, Erika teria antecipado o pedido de votos para a sua reeleição.

“Isso aí foi instituído, infelizmente. A Erika Hilton fez isso na Parada Gay, vinculando o pedido de voto à campanha eleitoral antecipada”, disse.

Conforme Ranalli, apesar da sua opinião, a expectativa é que o evento religioso não se resuma apenas à presença dos políticos, mas ressalta que a ala evangélica da capital tende a se aproximar do viés partidário de direita. A ala bolsonarista, da qual o vereador faz parte, mantém relação com o segmento evangélico no Brasil, marcada por alianças profundas com grandes líderes de igrejas e forte atuação no Congresso Nacional.

“A gente espera que não tenha esse descaramento, acho que não vai ter. Ninguém com onsciência vai pedir voto abertamente, mas a gente sabe que a ala evangélica, católica, cristã, na verdade, tende a ter esse voto mais à direita, e no caso no Flávio Bolsonaro”, pontuou.

Ao contrário do prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL), que negou o viés político no evento, Ranalli classificou como “inevitável” a associação partidária da Marcha Religiosa.

“Eu acho que é inevitável, fica com esse caráter político, tanto que eu disse que quem gravou o vídeo foi o pastor, mas isso reverberou nos grupos de WhatsApp de direita, de política, de eleições, de notícias, como a vinda do pré-candidato a presidente, que é o que vai movimentar”, concluiu.

LEIA MAIS: Abilio sanciona lei que torna Marcha para Jesus patrimônio cultural de Cuiabá

Brunini sancionou nesta quarta-feira (10), uma Lei Ordinária que oficializa a Marcha para Jesus como Patrimônio Cultural Material e Imaterial do Município. Com a nova legislação o Poder Executivo pode oferecer apoio institucional, promover a divulgação nos meios oficiais e incentivar a participação da comunidade.

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