O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) negou articular um palanque único à majoritária em Mato Grosso com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), suspendendo a candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) para beneficiar a chapa à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Conforme Wellington, Mauro fez a proposta a Jair em atos políticos promovidos pelo Partido Liberal no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Mendes garantiu que não insinuou a conjectura a Bolsonaro e alfinetou Fagundes, afirmando que o pré-candidato deve reconhecer que tem vulnerabilidades no partido, deixando de atribuí-las aos adversários.
"Olha, se isso aconteceu, não partiu de mim e eu não participei disso. Agora, ele deve conhecer com muita tranquilidade quais são as forças que ele tem e quais são as vulnerabilidades", falou o ex-governador nesta sexta-feira (12).
Jair Bolsonaro é simpático a Mauro Mendes e defendia o ex-governador no palanque ao Senado. O vínculo de Jair e Mauro foi estreitado nas eleições municipais de 2024 após o ex-governador apoiar o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), no segundo turno.
À época, a candidatura de Mauro ao Senado era uma realidade distante. Mas o plano de lançar Pivetta à reeleição era um fato e Mauro já tinha um pré-acordo para apoiar o vice. No entanto, ele garantiu que não tocou no assunto com Jair.
No mesmo período, Wellington ainda era uma aposta incerta do PL ao governo. O senador não era aceito por alas mais conservadoras do PL, os chamados "bolsonaristas raiz", que preferiam o empresário do agronegócio Odílio Balbinotti (PL) como cabeça de chapa. Para evitar rachas, a nacional interferiu, projetando Wellington. Odílio recuou e aceitou ocupar a primeira suplência na chapa ao Senado do deputado federal José Medeiros (PL).
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