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Polícia Sexta-feira, 12 de Junho de 2026, 10:51 - A | A

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Sexta-feira, 12 de Junho de 2026, 10h:51 - A | A

CASO OLGA BEATRIZ

Advogada descarta vingança contra mãe da criança e rebate hipótese envolvendo redes sociais; Veja vídeo

Defesa afirma que não havia conflitos recentes entre os pais da adolescente e diz que Olga não possuía celular próprio nem redes sociais.

SILVÉRIO ALMEIDA
Da redação

A mãe de Olga Beatriz,12 anos,  prestou depoimento na quinta-feira (11) na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Cuiabá. Segundo a advogada Dayane Rodrigues, que representa a família da adolescente, a mulher descartou a hipótese de que o assassinato da filha tenha sido motivado por vingança do pai contra ela.

Durante conversa com a imprensa após o depoimento, a advogada explicou que a mãe de Olga foi ouvida para detalhar o relacionamento que mantinha com o ex-companheiro antes da tragédia e esclarecer como era a convivência entre ele e a filha.

De acordo com a defesa, o histórico entre os dois foi marcado por um episódio de violência ocorrido em 2018. Na ocasião, o homem teria mantido a ex-companheira em cárcere privado, impedido que ela deixasse o local e tentado atacá-la com uma faca. A mulher conseguiu pedir ajuda, o suspeito foi preso e, desde então, os dois ficaram sem contato por um período.

Anos depois, após deixar a prisão, o pai de Olga voltou a procurar a família para reconstruir o vínculo com a filha. Conforme a advogada, a aproximação ocorreu porque a própria adolescente manifestava o desejo de conhecer melhor o pai, já que era muito pequena quando os episódios de violência contra a mãe aconteceram.

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Segundo Dayane Rodrigues, a convivência entre pai e filha acontecia de forma controlada e o contato entre os pais era respeitoso, restrito principalmente a assuntos relacionados à criação da menina. Por isso, a família afirma ainda não compreender o que teria motivado o crime.

Perguntada pela reportagem do HNT sobre a possibilidade de o assassinato ter sido cometido como forma de vingança contra a mãe da adolescente, a advogada afirmou que essa é uma hipótese que a própria família não acredita.

De acordo com Dayane, a mãe de Olga mantinha uma relação cordial com o ex-companheiro, sem conflitos recentes ou desentendimentos que pudessem indicar uma intenção de causar sofrimento por meio da filha. "A mãe relata que eles conversavam normalmente sobre a Olga, não havia brigas ou problemas que a levassem a imaginar uma atitude tão extrema", explicou.

A advogada também descartou especulações de que o crime tenha sido motivado por mensagens trocadas pela adolescente em redes sociais. Segundo ela, Olga não possuía celular próprio nem perfis em plataformas digitais, utilizando ocasionalmente os aparelhos da mãe ou do pai apenas para fazer ligações.

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Ainda conforme a defesa, todas as testemunhas consideradas importantes para a investigação já foram ouvidas pela Polícia Civil. Agora, a conclusão do inquérito depende apenas dos laudos periciais que estão sendo finalizados. A expectativa da família é que a investigação esclareça completamente as circunstâncias e a motivação do crime.

O CRIME

Olga Beatriz morreu na noite de domingo (7), em Várzea Grande. Conforme as investigações, a adolescente foi morta pelo próprio pai dentro da residência da família, no bairro Serra Dourada. De acordo com o delegado Nilson Farias, responsável pelo caso, Claudinei foi autuado por feminicídio qualificado pelo fato de a vítima ser menor de 14 anos.

Em depoimento, o suspeito contou que participou de uma confraternização familiar para comemorar o aniversário do avô da adolescente e consumiu bebida alcoólica durante o encontro. Ao retornar para casa, afirmou ter encontrado mensagens trocadas pela filha com um menino por meio do Instagram.

Segundo o relato, uma discussão teve início e, durante o desentendimento, ele estrangulou a adolescente. Conforme a investigação, a força empregada causou lesões graves que levaram à morte da vítima. Mesmo percebendo a gravidade da situação, o homem deixou o local sem procurar ajuda médica.

A adolescente foi encontrada pela mãe caída em um dos cômodos da residência. Ela ainda tentou socorrê-la e a levou para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Verdão, em Cuiabá, mas Olga já chegou sem vida à unidade.

Após o crime, Claudinei se apresentou à polícia e permanece preso. As investigações seguem em andamento para esclarecer todos os detalhes do caso.

Confira o vídeo: 

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