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Polícia Quinta-feira, 11 de Junho de 2026, 09:25 - A | A

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Quinta-feira, 11 de Junho de 2026, 09h:25 - A | A

FIM TRÁGICO

Menina assassinada pelo pai em VG sonhava em conhecê-lo, diz advogada

Olga Beatriz teve a convivência com seu pai e assassino, Claudinei da Silva, aos quatro anos de idade, quando ele tentou matar a mãe dela

RAYNNA NICOLAS
Da Redação

Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, sonhava em conhecer o pai, mas foi assassinada por ele no último domingo (7) em Várzea Grande. Quando a menina era pequena, Claudinei da Silva, de 42 anos, foi preso por tentativa de feminicídio contra a então companheira, mãe de Olga, em 2018. Desde então, a criança não teve convivência com o genitor. 

Segundo a advogada da família materna da menina, Dayane Rodrigues, a reaproximação entre pai e filha ocorreu depois que ele deixou a cadeia pelo crime cometido contra a mãe. Inicialmente, a mulher se posicionou contra o relacionamento de Olga com Claudinei devido à tentativa de feminicídio.

No entanto, a família teria sido procurada pelo assassino depois que ele saiu do regime fechado. Motivada pelo interesse da própria filha em conhecer o pai, a mãe resolveu permitir a convivência, com restrições. No dia dos fatos, a mãe encontrou a menina morta na casa de Claudinei. 

"A partir dessa data de 2018 foi quando ela (mãe) se separou dele e nunca mais deixou ele ter contato com a filha. Ele foi preso por esse crime, saiu de tornozeleira e procurou a família da mãe para tentar uma reaproximação com a criança. Foi quando ela (mãe) consentiu porque a Olga dizia que era o sonho da vida dela ter o pai. Mas a Olga não dormia na casa do pai, só visitava. Nesse dia dos fatos, a Olga iria conhecer o avô por parte de pai. A mãe foi buscá-la, mas ela disse: "não mamãe, não quero. Vou conhecer o meu avô", contou a advogada. 

Dayane Rodrigues também refutou a declaração de Claudinei de que o crime contra a vida de Olga teria sido cometido devido a mensagens trocadas entre a criança e um menino. Segundo ela, Olga ainda brincava de bonecas e ainda não tinha acesso a um celular próprio, recorrendo ao celular dos pais para se comunicar entre os genitores. 

Após o crime, Claudinei se apresentou à polícia e está preso. As investigações para esclarecer o crime continuam em andamento.

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