Um homem de 24 anos implorava para não ser morto enquanto era torturado e mantido amarrado por integrantes de uma facção criminosa na tarde de quarta-feira (10), em Juína. Segundo as investigações, a vítima estava prestes a ser executada quando a ação criminosa foi interrompida.
O caso ocorreu em um imóvel no bairro Módulo 6. Segundo as investigações, a vítima estava sob domínio dos criminosos, que utilizavam cordas para mantê-la imobilizada. Durante a ação, também foram encontradas duas facas que, conforme os indícios apurados, seriam utilizadas na execução.
A situação veio à tona após gritos de socorro serem ouvidos de dentro do imóvel. Entre os pedidos desesperados da vítima estava a frase: "não me mata, por favor".
As investigações apontam que o homem era submetido ao chamado "salve", prática utilizada por facções criminosas para punir integrantes ou pessoas acusadas de descumprir regras impostas pelo grupo. O método envolve agressões, tortura e, em alguns casos, execução.
No local, dois suspeitos foram detidos, enquanto outros conseguiram fugir por uma área de vegetação. Durante as buscas, foram apreendidas porções de cocaína e maconha prontas para comercialização, balança de precisão, embalagens utilizadas no tráfico, munições calibre .40, celulares e outros materiais.
Também foi apreendido um Honda HR-V com registro de roubo. O veículo circulava com placas adulteradas e já havia sido relacionado a uma investigação de homicídio e ocultação de cadáver ocorrida recentemente no município.
Um dos detidos era considerado foragido da Justiça e possuía mandado de prisão em aberto expedido pela Comarca de Vilhena (RO) pelo crime de roubo.
Os envolvidos poderão responder por organização criminosa, tortura, sequestro e cárcere privado, tráfico de drogas, receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. As investigações continuam para identificar os demais participantes do crime.
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