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Política Quinta-feira, 11 de Junho de 2026, 17:24 - A | A

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Quinta-feira, 11 de Junho de 2026, 17h:24 - A | A

CHAPA AO SENADO

Lúdio diz que vai pedir votos a Taques após ser "vencido" no PT

A resolução de que o ex-governador seria o 2º nome da federação reflete aliança entre Lula e Alckmin

CAMILA RIBEIRO / BIANCA MORTELARO
Da Redação/Do Local

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) afirmou que pedirá votos ao ex-governador Pedro Taques (PSB), escolhido para disputar a segunda vaga ao Senado pela chapa da Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB). Lúdio defendia que uma mulher ocupasse o espaço no palanque da esquerda e apoiava o nome da suplente da Assembleia Legislativa (ALMT), Edna Sampaio (PT), mas reconheceu que foi "voto vencido" na discussão interna.

"A minha tese foi vencida. O debate é democrático e eu tenho que respeitar. Lógico que vou pedir voto para a nossa chapa majoritária, independentemente da leitura pessoal que eu tenha deste ou daquele candidato", afirmou o deputado nesta quarta-feira (10).

LEIA MAIS: Edna não defenderá candidatura de Pedro Taques após ser trocada por ex-governador 

Pedro Taques estará ao lado do senador Carlos Fávaro (PSD). A definição pelo ex-governador partiu da direção nacional da federação, que avaliou que os palanques estaduais deveriam refletir a aliança entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), mas as estaduais não estão engolindo a justificativa.

Como a indicação de Taques ocorreu por articulação nacional, sem passar pelo processo tradicional de votação entre delegados, setores do PT, PV e PCdoB questionam a escolha. Edna Sampaio é um exemplo. A suplente já declarou publicamente que não pretende fazer campanha para Pedro Taques e que concentrará seu apoio apenas na candidatura de Carlos Fávaro. No PCdoB, a dirigente Patrícia ainda busca viabilizar seu nome para a disputa.

Lúdio reconheceu que a definição foi construída de forma diferente do esperado, mas defendeu a busca por consenso entre os partidos para evitar divisões durante o processo eleitoral.

"Nós procuramos construir um processo de diálogo para a tomada de decisão. Vocês sabem que a minha posição era de que a segunda vaga deveria ser construída em diálogo com o Fávaro e eu defendia um nome do PT, de preferência uma mulher. Agora, isso vai para a federação, para o PV e para o PCdoB. Tem muito diálogo acontecendo entre os partidos para construirmos uma candidatura sem divisão, para que a gente possa ir para a campanha com força", concluiu.

 

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