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Política Quinta-feira, 11 de Junho de 2026, 14:42 - A | A

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Quinta-feira, 11 de Junho de 2026, 14h:42 - A | A

NEGA PALANQUE POLÍTICO

Abilio sanciona lei que torna Marcha para Jesus patrimônio cultural de Cuiabá

Sanção ocorre em meio à articulação política para a 29ª edição do evento, que contará com a presença do senador Flávio Bolsonaro

BIANCA MORTELARO
Da redação

O prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL) sancionou nesta quarta-feira, 10 de junho de 2026, a Lei Ordinária que declara a Marcha para Jesus como Patrimônio Cultural Material e Imaterial do Município. A oficialização ocorre após a confirmação da presença do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na 29ª edição do evento, marcada para o próximo dia 20 de junho.

LEIA MAIS: Wellington confirma presença Marcha pra Jesus em Cuiabá com Flávio Bolsonaro

A nova legislação autoriza o Poder Executivo a oferecer apoio institucional, promover a divulgação nos meios oficiais e incentivar a participação da comunidade, ressalvando que a medida não implica na obrigatoriedade de repasse de recursos financeiros, que dependerão de disponibilidade orçamentária.

Com a Marcha recebendo o status de patrimônio municipal, o prefeito Abilio Brunini tem buscado afastar o rótulo de palanque partidário, afirmando que "o evento não é para a direita e não é para a esquerda, o evento é para Jesus". Entretanto, coincidentemente, a presença do pré-candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) foi confirmada na edição 2026.

LEIA MAIS: Abilio nega palanque partidário após confirmação de Flávio Bolsonaro em Marcha para Jesus

A nível nacional, a postura da gestão municipal de Cuiabá contrasta com a do Presidente da República, Lula (PT), que recentemente declarou não participar de eventos religiosos em anos eleitorais para evitar que a religião seja utilizada como ferramenta de proveito político.

Em Cuiabá, a expectativa dos organizadores é atrair 50 mil pessoas, contando também com a presença inédita do apóstolo Estevam Hernandes. Com a nova lei em vigor, a prefeitura passa a ter o respaldo jurídico para adotar as medidas necessárias à preservação e continuidade da manifestação cultural no calendário oficial da cidade.

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