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Economia Quinta-feira, 11 de Junho de 2026, 15:30 - A | A

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Quinta-feira, 11 de Junho de 2026, 15h:30 - A | A

Safra de soja será recorde, diz IBGE, que prevê recuo em algodão, arroz, milho, feijão e trigo

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O Brasil deve colher um novo volume recorde de soja em 2026, de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de maio, divulgado nesta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação a 2025, a colheita de soja deve crescer 5,1%, totalizando 174,6 milhões de toneladas.

"Os produtores têm ampliado as áreas de plantio e investido mais nessa cultura que se tornou o principal grão produzido pelo país. Atualmente, a produção da soja representa quase 50% da safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas. O clima também beneficiou o desenvolvimento das lavouras e contribuiu para o aumento de sua produtividade", justificou Carlos Barradas, técnico da Coordenação de Agropecuária do IBGE, em nota.

A safra agrícola de 2026 deve totalizar um recorde de 350,4 milhões de toneladas, uma alta de 1,2% em relação a 2025. O resultado equivale a 4,3 milhões de toneladas a mais. Em relação ao levantamento de abril, a safra de 2026 será 0,5% maior, 1,7 milhão de toneladas a mais.

A colheita também alcançará novos picos históricos para o sorgo e o café canephora (robusta ou conilon).

O café, considerando as espécies arábica e canephora, tem produção estimada em 4 milhões de toneladas, crescimento de 16,0% em relação ao ano anterior. Para o arábica, a produção estimada foi de 2,7 milhões de toneladas, e para o café canephora, 1,3 milhão de toneladas.

A estimativa da produção do sorgo alcançou 5,6 milhões de toneladas, aumento de 3,9% ante 2025.

Em contrapartida, há previsão de recuos na colheita de algodão (-8,1%), arroz (-11,4%), milho (-1,7%), trigo (-7,8%) e feijão (-5,8%). No milho, haverá crescimento de 15,8% para o milho 1ª safra, mas redução de 5,5% para o milho 2ª safra.

Segundo Barradas, a produção de feijão está "apertada" para atender ao consumo interno brasileiro do grão, sendo possível haver a necessidade de importação "de pequenas quantidades do produto".

(Com Agência Estado)

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