O vereador em Cuiabá Ilde Taques (Podemos) admitiu que a manutenção da data da votação da Mesa Diretora da Câmara para 25 de agosto oferece risco de judicialização, repetindo na Capital a suspensão do resultado como ocorrido em Várzea Grande. No entanto, Ilde reiterou que é contrário a mudança do pleito para 5 de novembro. A justificativa do vereador é que a mudança é ventilada às vésperas da votação que é realizada há 10 anos no mesmo dia.
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"Corre o risco. Em VG aconteceu, mudaram para 1º de outunbro e creio que os vereadores devem entrar em um consenso, ver uma nova data ou manter", falou Ilde Taques à imprensa nessa quarta-feira (10).
Na prática, a negativa de Ilde é para que a base do governo não seja beneficiada. Com a mudança da data, o grupo da presidente Paula Calil (PL) seria duplamente favorecido, ganhando tempo para articulações da chapa e da tentativa de viabilizar a mudança do regimento interno, o que permitiria que Paula pleiteasse a reeleição.
Paula realizou jantar com 14 vereadores na última semana para discutir a troca de data e uma quarta via, com o vice-líder do governo, Demilson Nogueira (PP), como candidato à presidência. O grupo não entrou em consenso sobre os dois tópicos.
Enquanto o grupo de Calil ainda está em reconstrução, Taques está com a chapa 90% montada. O único cargo pendente é a primeira-secretária, afiançada, inicialmente, a Paula Calil. O grupo do vereador é formado por 13 aliados.
"Estamos discutindo entre os vereadores, mas estamos muito confiantes", concluiu.
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