O vereador por Cuiabá, Ilde Taques (Podemos), assistiu ao esvaziamento do seu grupo de aliados após a presidente da Câmara, Paula Calil (PL), iniciar movimentação para garantir a reeleição. De uma chapa que caminhava para o voto de consenso, com 20 dos 27 vereadores, Ilde acabou perdendo sete aliados que migraram para o grupo de Paula. Neste semana, a presidente promoveu jantar com 14 vereadores para discutir as articulações à votação da mesa diretora.
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"O tabuleiro se movimentou e eu estava com 17 vereadores. Eu cheguei a ter até 20 vereadores simpatizantes ao projeto. Praticamente seria um voto de consenso ali dentro da Casa. Mas depois que ela decidiu ser candidata, hoje, nós estamos fechados com 13 vereadores", falou Ilde Taques.
Rafael Ranalli (PL), Prof. Mário Nadaf e Marcus Brito, ambos do PV, estão entre os vereadores que debandaram. Ao sair do bloco pró-Ilde, Nadaf editou projeto de resolução à Lei Orgânica para alterar a data da votação, a repassando de 5 agosto para 5 novembro. A medida beneficia Paula pois a presidente ganhará tempo para viabilizar a mudança no regimento interno que a permitirá entrar na disputa.
"Alguns vereadores ali que são amigos meus, são amigos dela também. Hoje, eles preferem estar ali no projeto da reeleição", afirmou Ildes.
O projeto de Ildes é considerado como multipartidário, aglutindo diferentes alas da Câmara. Paula estava com cadeira garantida na mesa do vereador. Havia um acordo interno entre os parlamentares para que a atual presidente ocupasse a função de primeira-secretária, cargo considerado estratégico por concentrar o orçamento do Legislativo. Atualmente, Katisucia Mantelli (Podemos), correligionária de Ildes, está neste cargo.
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