O senador e candidato ao Governo do Estado Wellington Fagundes (PL) explicou que o médico Alencar Farina (PL) não pôde compor sua chapa como candidato a vice-governador devido a impedimentos jurídicos e administrativos. A impossibilidade de desincompatibilização do médico dentro do prazo legal levou à indicação final do empresário Reinaldo Morais (Novo), conhecido como "Rei do Porco".
“O fato da não desincompatibilização poderia levar à inelegibilidade da chapa. Quando a gente fez, ele falou, olha, tem que ver a minha situação. Aí foi olhar toda a questão jurídica, e infelizmente, os contratos que ele tem de prestação de serviço público, inclusive como médico também, é do SUS. Isso é o fato que impediu ele de poder ser candidato”, afirmou o senador durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (13).
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O médico bolsonarista complementou a explicação de Fagundes, relatando que sua situação profissional e empresarial demandava uma análise criteriosa que acabou por inviabilizar sua participação direta no pleito.
“O Wellington me ligou semana passada e falou: ‘Farina, você vai ser meu vice’. Falei, o Wellington, eu tenho alguns problemas para resolver, eu tenho uma empresa. Além de médico do SUS, eu sou empresário, sou concursado aqui, concursado de Várzea Grande, e sou dono do Hospital Santa Rita de Várzea Grande”, explicou Farina.
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Diante do impasse, o médico manifestou apoio à escolha de Reinaldo Morais para ocupar a vaga, vendo na substituição uma forma de fortalecer a aliança com o partido Novo e superar os desgastes causados pela saída anterior de Marcelo Maluf da chapa.
ENTENDA AS MUDANÇAS NA CHAPA
A definição do vice de Wellington Fagundes passou por diversas etapas antes da confirmação de Reinaldo Morais. Inicialmente, o nome anunciado era o do empresário Marcelo Maluf (Novo), que chegou a descartar sua própria pré-candidatura ao governo para integrar a chapa de Fagundes. No entanto, a oficialização da aliança entre o PL e o MDB causou uma ruptura no grupo e levou Wellington a retirar Maluf do projeto.
Após o breve período em que Alencar Farina foi cogitado, a escolha recaiu sobre Reinaldo Morais, cuja indicação atende a uma recomendação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
O "Rei do Porco", que ganhou notoriedade nacional ao ungir o pé do ex-presidente Jair Bolsonaro, é visto como uma peça estratégica para recompor o diálogo com o "bolsonarismo raiz" e aproximar o agronegócio e o eleitorado evangélico da campanha de Fagundes.
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