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Política Sexta-feira, 14 de Agosto de 2026, 16:43 - A | A

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Sexta-feira, 14 de Agosto de 2026, 16h:43 - A | A

SAIU PELA TANGENTE

Wellington desconversa e evita cravar arrependimento por apoio a Mauro em 2022

Senador afirma que conflito entre Jayme Campos e Mauro Mendes é mais grave porque ex-governador teria sido impedido de disputar a eleição

GABRIEL BARBOSA E BIANCA MORTELARO
Da Redação/ Do Local

REPRODUÇÃO

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O senador Wellington Fagundes (PL) evitou responder diretamente, nesta quinta-feira (13), se se arrepende de ter apoiado Mauro Mendes (União) na eleição de 2022. Questionado sobre o assunto durante coletiva de imprensa, o candidato ao Governo de Mato Grosso preferiu diferenciar sua situação da vivida pelo senador Jayme Campos (União), que rompeu publicamente com o correligionário. 

“A minha posição é diferente. Ele é do mesmo partido. Eu, não. Nós fizemos uma aliança”, afirmou Wellington.

Sem assumir se mantém ou não a avaliação positiva sobre a aliança de 2022, o senador foi mais enfático no que tange ao rompimento entre Jayme e Mauro. Na avaliação dele, a insatisfação do senador tem uma origem mais profunda: a decisão de Mauro de não permitir que Jayme disputasse o Governo do Estado.

“Eu acho que a motivação do Jayme é mais grave. Porque o Mauro impediu o Jayme, senador da República, fundador do partido, a ser candidato a governador”, disse.

A crise entre os dois ganhou força após a convenção do União Brasil, realizada em 5 de agosto. Jayme, que pretendia disputar o Palácio Paiaguás, acabou preterido, enquanto o partido definiu apoio a Otaviano Pivetta (Republicanos) para o Governo e a candidatura de Mauro ao Senado.

O resultado provocou uma ruptura no grupo. Jayme e o irmão, deputado estadual Júlio Campos (União), deixaram o palanque de Mauro e passaram a apoiar Wellington na disputa pelo Governo.

Desde então, Jayme passou a fazer críticas públicas ao processo que levou à definição da chapa e afirmou que houve compra de votos na convenção. Também disse se arrepender de ter apoiado Mauro na eleição de 2022.

É nesse cenário que Wellington tenta transformar a crise interna do União Brasil em um ativo para sua própria candidatura. Ao destacar o conflito entre Mauro e Jayme, o senador busca atrair para seu palanque um grupo político que, até pouco tempo, integrava a base do governador.

 

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