O prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL) anunciou que pretende retirar as placas solares instaladas na Estação de ônibus Alencastro para criar uma usina fotovoltaica no estacionamento do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). Segundo Brunini, os equipamentos, que teriam custado mais de R$ 1 milhão, foram instalados de forma irregular e não estão cumprindo sua função de gerar economia para os cofres públicos. O prefeito justificou a mudança afirmando que o sistema atual, implementado pela gestão anterior, é ineficiente devido a erros técnicos de posicionamento e sombreamento.
“Durante os últimos anos, a gente pegou a conta de energia, porque assim, a energia solar, você injeta energia na rede, e depois você pega o crédito disso e você abate no consumo. Gerava zero de energia. Durante os últimos anos todos, zero de energia. Então, é ineficiente (...) Sem falar que na época que se investiu, foi muito caro. Praticamente um milhão de reais foi investido em placas de energia solar”, afirmou Brunini, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (16).
De acordo com o prefeito, os relatórios de consumo mostram que a estrutura não trouxe benefícios práticos à rede elétrica da cidade. As críticas de Abilio se estendem à localização escolhida para as placas, que estariam sofrendo interferência de prédios históricos e árvores no entorno das estações.
“As placas pegam a sombra do [edifício] Maria Joaquina na hora que o sol bate de um lado e pega a sombra da Igreja Matriz quando o sol bate do outro, e ainda tinha placa de energia solar na lateral do imóvel. Eu nunca vi placa paralela a prédio. A placa é direcionada ao sol. Então assim, o projeto estava todo errado, o lugar não é apropriado”, disse.
Os fatores técnicos, conforme a atual administração, dificultam a manutenção e impedem a incidência direta de luz solar necessária para a geração de energia. Diante desse cenário, a proposta da prefeitura é concentrar os equipamentos espalhados pela cidade em um único local para otimizar a produção energética e reduzir os custos da unidade de saúde, apresentando o Hospital Municipal de Cuiabá como a solução estratégica para o reaproveitamento do material.
“Qual é o local mais apropriado para aquelas placas? Seria muito apropriado as placas de energia solar, para cobrir o estacionamento do HMC. Onde a gente faria uma usina fotovoltaica com um estacionamento coberto. Seria muito vantajoso isso. Então nós podemos pegar todas essas placas daqui, das outras estações, de outros lugares, e montar uma usina fotovoltaica lá no HMC, que tem um pátio enorme, e que pode aproveitar para dar cobertura para os carros, e ao mesmo tempo gerar energia”, ressaltou.
Atualmente, a gestão municipal estuda a viabilidade técnica para adaptar as placas existentes às necessidades do hospital. O projeto prevê que a nova usina forneça energia diretamente para o HMC, enquanto a estrutura física das placas servirá de cobertura para os veículos no pátio da unidade.
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