O corpo da advogada Viviane Fidélis, de 30 anos, foi sepultado na última quarta-feira (5), cerca de 11 meses após a morte. A família realizou a cerimônia em meio à contestação das circunstâncias do caso e à tentativa de reabrir a investigação sobre o que aconteceu com a advogada.
Em uma manifestação durante o sepultamento, familiares lamentaram não terem conseguido realizar a despedida da forma como esperavam e voltaram a questionar a condução da investigação. "Hoje, enterramos Viviane, mas não a verdade", afirmou Júnio Fidelis, irmão da advogada.
A família também acusa as autoridades de negligência e afirma que, em vez de respostas, recebeu omissões e o arquivamento do caso.
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Enterramos Viviane, mas não a verdade
Viviane foi encontrada morta no apartamento onde morava, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá, na madrugada de 18 de setembro de 2025. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) apontou, inicialmente, uma morte provocada pela própria vítima. A família, entretanto, contesta essa conclusão e sustenta a possibilidade de que a advogada tenha sido vítima de homicídio.
ÚLTIMA DESPEDIDA
Com o sepultamento realizado quase um ano depois da morte, familiares encerraram uma etapa dolorosa, mas afirmam que continuarão buscando respostas sobre o caso.
No dia 31 de maio, data em que Viviane completaria 31 anos, a mãe dela, Sheila Barros, publicou uma homenagem à filha nas redes sociais. "Você deixou marcas profundas, sorrisos inesquecíveis e um amor que continua vivendo em nós", escreveu.
Para a família, o sepultamento não encerra a busca por esclarecimentos sobre a morte da advogada.
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INVESTIGAÇÃO CONTESTADA
O caso chegou a ser investigado pela Polícia Civil e teve o inquérito concluído e posteriormente arquivado. A família pediu a reabertura da investigação, mas o pedido foi negado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Desde o início, os familiares questionam elementos da perícia e contrataram um perito criminal particular para produzir uma análise independente. Segundo a família, o material levantou pontos que não teriam sido suficientemente esclarecidos durante a investigação oficial.
Outro questionamento envolve a realização de exames após a morte. O corpo chegou a ser exumado 33 dias após o primeiro sepultamento para a realização de exame toxicológico. O Ministério Público também chegou a pedir novas diligências, incluindo uma segunda análise necroscópica.
A família afirma ainda que existem divergências entre documentos periciais produzidos durante a investigação. Um dos exames teria apontado uma conclusão diferente daquela registrada em outro documento, que classificou a causa da morte como "morte violenta a esclarecer".
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