O senador Jayme Campos (União Brasil) ressaltou que não pretende desistir da carreira política, após ter seu projeto de candidatura ao governo do Estado enterrado na convenção partidária. Campos destacou que seu foco, neste momento, será atuar como um articulador nas campanhas do senador e candidato ao governo, Wellington Fagundes (PL), e da deputada estadual Janaina Riva (MDB), que disputa uma vaga ao Senado.
“Não, nesse exato momento, eu tenho um projeto só: ajudar a eleger o Wellington Fagundes e Janaina Riva. Feito tudo isso aí, o futuro de Deus pertence”, destacou o senador em coletiva de imprensa nesta terça-feira (13) na sede do PL.
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Apesar do foco em 2026, surgiram especulações sobre uma possível disputa pela prefeitura de Várzea Grande em 2028. A hipótese foi tratada pelo senador com ceticismo, citando sua idade e a distância do pleito.
“Está muito longe, né? Vamos aguardar primeiro. Não tenho essa pretensão. Quero dizer que não tenho nenhuma pretensão de ser prefeito, nada, zero, por enquanto. Já estou com 75 anos”, afirmou.
Jayme sinalizou que, embora mantenha sua relevância política, seu papel atual será de suporte a aliados que lhe garantiram "respeito", em uma alusão direta ao palanque de Janaina Riva, onde foi recebido com festa após se sentir preterido dentro de sua própria legenda. Sobre sua atuação prática na campanha de Wellington Fagundes, o senador explicou que sua contribuição será itinerante, aproveitando sua experiência operacional no interior do Estado.
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“Vou ajudar do que eu puder. Eu vou fazer o melhor. Acho que sou muito mais operacional de campo, andando pelo Mato Grosso, visitando as comunidades, os municípios. E, certamente, se for para ficar aqui dentro, também estarei presente aqui, dentro da sede do PL, ajudando a vitória do Wellington Fagundes e Janaina Riva”, detalhou.
A fala ocorre em um momento de ruptura interna no União Brasil, onde a maioria dos convencionais decidiu apoiar a reeleição de Otaviano Pivetta (Republicanos), enterrando o projeto de candidatura própria defendido por Jayme. O parlamentar foi crítico ao processo, classificando-o como "draconiano", "desigual" e influenciado pelo poder econômico.
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