O candidato do PL ao Governo de Mato Grosso, senador Wellington Fagundes, afirmou nesta quinta-feira (13) que podem surgir “muitas novidades” na investigação envolvendo a convenção partidária que definiu a candidatura de Mauro Mendes (União Brasil) à disputa pelo Palácio Paiaguás.
Durante coletiva de imprensa, Wellington mencionou que pessoas que participaram da convenção e que estariam relacionadas às acusações apresentadas contra o processo tiveram os sigilos quebrados.
"Anotem aí, pode ter muita novidade sobre essa convenção. Porque muitos que estavam lá, trabalhando, sobre as acusações que foram feitas pelo Jayme Campos, estavam com o sigilo quebrado", declarou o senador, ao responder perguntas da imprensa.
Wellington afirmou que a acusação formal partiu de membros do próprio partido de Jayme e não dele, mas reforçou que, se houve crime eleitoral, a Justiça precisa agir rapidamente. "Quem fez a acusação foi o senador Jayme, não foi eu, eu não pertenço àquele partido. Foi feito por outros membros, acusação de que houve compra de voto. E se houve isso mesmo e se a justiça comparar, imagino que será isso."
O candidato do PL deixou claro que cobrará das autoridades uma resposta célere. "Eu espero, agora eu posso cobrar da justiça, da Polícia Federal, que veja isso logo. Porque aí já é uma questão eleitoral. Esse crime, se houve, a resposta tem que vir logo. Então eu quero pedir aqui ao MP, ao Ministério Público, quero pedir aqui à Polícia Federal, aos órgãos de controle, se houve realmente que fale para a população."
O candidato também pediu que o Ministério Público, a Polícia Federal e demais órgãos de controle esclareçam a situação à população caso sejam encontradas irregularidades.
“Se houve realmente, que fale para a população”, disse.
DISPUTA ELEITORAL
Wellington ressaltou que não é integrante do partido de Mauro Mendes e que, portanto, não foi responsável pelas acusações relacionadas à convenção. Ainda assim, afirmou que considera necessário esclarecer rapidamente qualquer eventual irregularidade.
O senador evitou afirmar que houve compra de votos e condicionou sua declaração à confirmação das acusações pelas autoridades.
“Eu não estou pré-julgando ninguém”, afirmou em outro momento da entrevista.
CONTEXTO
A insinuação de Wellington ocorre em meio a uma crise aberta no União Brasil. Na convenção da sigla, realizada em 5 de agosto, o senador Jayme Campos (UB), fundador do partido em Mato Grosso foi preterido e impedido de disputar o governo, com a legenda optando por apoiar a reeleição de Otaviano Pivetta (Republicanos) e lançar o ex-governador Mauro Mendes (UB) ao Senado.
Jayme e seu irmão, o deputado Júlio Campos (UB), migraram para o palanque de Wellington, e Jayme denunciou publicamente que houve compra de votos na convenção. Ao citar "sigilos quebrados", Wellington tenta capitalizar essa insatisfação e deslegitimar a chapa adversária, ao mesmo tempo em que desvia a atenção da própria crise no PL.
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