A professora e pesquisadora Carolina Joana da Silva, uma das maiores especialistas em Pantanal do Brasil e docente da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), morreu aos 75 anos na madrugada deste domingo (16), no Hospital São Mateus, em Cuiabá, onde realizava um severo tratamento de saúde. Pantaneira de Santo Antônio de Leverger, Carolina era reconhecida internacionalmente por sua atuação científica e pelas contribuições ao conhecimento e à preservação da maior área alagada do planeta.
Doutora em Ecologia, Carolina construiu uma trajetória marcada pela dedicação à pesquisa ambiental, à formação de novos cientistas e ao estudo dos ecossistemas pantaneiros.
Com décadas de atuação acadêmica, se tornou uma das principais referências sobre o Pantanal brasileiro, coordenando projetos científicos, participando de redes nacionais e internacionais de pesquisa e contribuindo para a consolidação da produção científica de Mato Grosso na área ambiental. Seu trabalho ajudou a ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade e a dinâmica ecológica do bioma, tornando-se referência para pesquisadores de diferentes países.
A Unemat decretou luto oficial neste domingo e suspendeu as atividades acadêmicas e administrativas em homenagem à professora, destacando seu legado para a pesquisa científica e para o desenvolvimento da pós-graduação na instituição.
Carolina deixa o esposo, o professor aposentado Pedro Paulo, ex-docente do Departamento de Engenharia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), além dos filhos Yara e Pedro, e netos. O velório ocorre neste domingo, na Capela Santa Rita em Cuiabá, das 9h30 às 16h, e o sepultamento está marcado para às 16 horas, em Santo Antônio de Leverger.
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