O deputado estadual Júlio Campos (UB) está articulando a realização de uma pré-convenção interna no partido União Brasil para o mês de junho. A movimentação, antecipada pelo HNT, visa solucionar o impasse dentro da sigla, onde o presidente estadual e ex-governador Mauro Mendes defende o apoio à candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos), enquanto o grupo liderado pelos Campos busca viabilizar o nome do senador Jayme Campos para a disputa ao Palácio Paiaguás.
A proposta de Júlio foca na necessidade de o partido definir seu rumo o quanto antes para evitar desgastes políticos no período eleitoral de 2026.
“Queremos antecipar a discussão a nível interno, ou seja, fazer uma pré-convenção nos próximos dias, ainda neste mês de junho e ter um consenso de que o partido terá ou não candidatura própria a governador e a senador. E uma chapa boa de deputado federal e deputado estadual”, declara Campos, em entrevista nesta quarta-feira (10).
Para sustentar sua proposta diante da resistência de Mauro Mendes, o deputado aposta na força numérica que detém no partido, já que Júlio afirma ter a lealdade de 33 dos 52 membros do diretório estadual. Com a maioria, o parlamentar sinaliza que o grupo possui votos suficientes para garantir a candidatura de Jayme Campos ou, em último caso, retaliar bloqueando a homologação de outros nomes da sigla, como o de Mendes ao Senado, caso não haja um acordo que contemple a autonomia do grupo.
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Para o deputado, a definição é crucial para fortalecer as candidaturas proporcionais, sob o argumento de que a falta de um nome próprio ao governo pode reduzir as bancadas do partido na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal.
“Esse acordo está sendo feito já, está sendo dialogado e se não tiver possibilidade de ter essa pré-convenção, nós queremos que a convenção seja marcada no primeiro dia, ou seja, dia 20 de julho, para dar tempo dos candidatos se estruturarem melhor a campanha, principalmente do candidato majoritário”, ressalta Júlio.
O parlamentar acredita que a antecipação permite uma organização logística e política mais eficiente para enfrentar o pleito. Júlio defende ainda que os nomes para as principais cadeiras já estão consolidados internamente, o que facilitaria a formação de uma chapa única.
“Qualquer candidato majoritário, seja de governador, no caso Jayme Campos é o único pretendente a disputar o governo. E no caso do senador, que é o Mauro Mendes, é o único candidato. Eu acho que nesse caso tem um consenso, não precisa de disputa porque só tem um candidato”.
Conforme Campos, a ‘urgência’ da pré-convenção também passa pela segurança jurídica e financeira dos postulantes, que dependem do registro oficial para iniciar a execução de gastos.
“Isso é pra dar tempo de uma possível reação em uma consulta nacional. Até pros candidatos se prepararem, quanto mais rápido você for registrado na Justiça Eleitoral, melhor, porque você já abre sua conta, já começa a fazer os gastos oficiais, já começa a ter estrutura de campanha. Enquanto fica nessa história de pré-candidato, você não tem a segurança jurídica de que esse projeto seu vai ser consolidado”, finaliza.
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