O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) intensificou as críticas ao ex-governador Mauro Mendes (UB), afirmando que sua candidatura ao Senado em 2026 depende diretamente do apoio do grupo liderado pelos Campos. Júlio declarou que o correligionário terá “o pau na nuca dele” dentro da legenda e corre o risco de ser derrotado na convenção partidária caso insista em barrar a candidatura do seu irmão, senador Jayme Campos, ao Governo do Estado. Mauro aposta no nome de Otaviano Pivetta (Republicanos) para sucessão ao Paiaguás.
Em coletiva de imprensa, nesta quarta-feira (3), o deputado destacou o peso dos votos internos na definição das chapas. Júlio assegura que Mendes não possui a maioria necessária do diretório para garantir sua homologação de forma isolada. O parlamentar afirmou que a manutenção da pré-candidatura de Mendes ao Senado está condicionada ao diálogo e ao respeito às bases.
“Então, o Mauro não vai ser homologado, se ele insistir em prejudicar a candidatura própria, ele não vai ser o candidato a senador da União Brasil. Nós vamos derrotá-lo na convenção. Vai ter outro candidato dentro da União Brasil e ele vai ficar fora da convenção. Ele tem que ganhar a convenção na União Brasil”, advertiu.
Júlio Campos já vinha acusando Mauro Mendes de exercer uma "petulância ditatorial" e de agir como se fosse "dono" da sigla. Segundo o deputado, o grupo que ele lidera detém uma maioria expressiva (previamente estimada em 33 de 53 votos na convenção), o que coloca o ex-governador em uma posição de vulnerabilidade política.
“Na União Brasil ele vai ter pau na nuca dele. Ele não tem maioria do diretório”, reforçou o deputado.
Júlio Campos alerta que a imposição de uma chapa majoritária sem debate com os filiados pode enfraquecer a legenda, reduzindo o número de cadeiras na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal. Para o parlamentar, a "guerra" está declarada e o grupo utilizará "todas as armas possíveis" para garantir a autonomia partidária e a viabilidade da candidatura própria ao governo.
O descontentamento de Campos foi evidenciado após a recente composição do diretório executivo da Federação União Progressista (formada por União Brasil e PP), protocolada na Justiça Eleitoral.
O deputado alega que o grupo foi pego de surpresa com a estrutura que colocou Mauro Mendes na presidência e ele próprio como suplente, o que classificou como um descumprimento de acordos firmados anteriormente em Brasília.
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