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Polícia Quarta-feira, 03 de Junho de 2026, 10:59 - A | A

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Quarta-feira, 03 de Junho de 2026, 10h:59 - A | A

OPERAÇÃO VERITAS

Polícia Civil investiga ex-seminarista por perseguição a padre em MT

Mandado de busca e apreensão foi cumprido em Cuiabá; investigado é suspeito de calúnia e difamação contra pároco e bispo da Diocese de Barra do Garças.

ANDRÉ ALVES
Da Redação

A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, nesta quarta-feira (3), um mandado de busca e apreensão em Cuiabá como parte de uma investigação que apura a suposta prática de calúnia, difamação, injúria e perseguição contra um pároco e líder religioso de Barra do Garças (520 km da capital). O alvo é um ex-seminarista que, no fim de abril, afirmou ter sido vítima de tortura psicológica e de supostos casos de “caixa dois” na igreja do município.

Segundo a polícia, o investigado teria utilizado aplicativos de mensagens, redes sociais, listas de transmissão, e-mails e outros meios digitais para divulgar conteúdos considerados ofensivos e acusatórios contra o padre Vandilson Pereira Sobrinho e o bispo da Diocese.

As investigações começaram após uma representação criminal relatar que, mesmo após o encerramento de procedimentos anteriores sobre o caso, o suspeito continuou enviando publicações e mensagens direcionadas a membros da instituição religiosa. A Diocese de Barra do Garças já havia divulgado nota pública informando que apurou denúncias de abuso espiritual, assédio moral e violência moral envolvendo o padre Vandilson, sem encontrar irregularidades.

Apesar disso, durante a nova investigação, as mensagens e publicações continuaram sendo disseminadas para fiéis, autoridades e veículos de comunicação.

Os indícios apontaram para uma atuação reiterada por diversos canais digitais, o que levou a Polícia Civil a solicitar medidas cautelares para preservar provas e interromper as condutas investigadas. Entre as preocupações estavam o risco de exclusão de conteúdos, apagamento de mensagens e perda de informações armazenadas em dispositivos eletrônicos.

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O mandado autorizou a apreensão de celulares, notebooks, computadores, tablets, mídias digitais, documentos, anotações e outros materiais relacionados ao caso. Também foi permitida a extração, preservação e análise pericial dos dados, incluindo a recuperação de arquivos apagados.

A Justiça ainda determinou medidas cautelares, como a proibição de contato com as vítimas, a obrigação de manter distância mínima de 200 metros e a vedação de publicar, compartilhar ou impulsionar conteúdos potencialmente ofensivos relacionados aos fatos investigados.

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