A Diocese de Barra do Garças (MT) publicou nota pública nesta terça-feira (21) na qual nega ter se omitido diante das denúncias de abuso espiritual, assédio moral e violência psicológica envolvendo o padre Vandilson Pereira Sobrinho. O religioso foi alvo de relatos enviados ao Vaticano por um ex-seminarista que afirmou ter sofrido humilhações e constrangimentos.
De acordo com o documento assinado pelo bispo Dom Paulo Renato Fernandes Gonçalves de Campos, a diocese tomou conhecimento formal das acusações em 15 de setembro de 2025, por meio de seu correio eletrônico institucional. A partir desse momento, segundo a nota, foram adotadas “as providências cabíveis no âmbito eclesiástico”, incluindo o registro da notícia, a ciência ao sacerdote mencionado, o recebimento de sua manifestação e a apuração interna dos fatos.
“Importa afirmar, com clareza, que jamais houve omissão por parte deste Bispo Diocesano”, diz trecho da nota. A diocese afirma ainda que procedeu com “seriedade, prudência e senso de responsabilidade”, observando a justiça e o dever pastoral.
A nota informa ainda que a diocese examinou os documentos enviados e, ao final do procedimento interno, a denúncia foi arquivada em 11 de fevereiro de 2026, com comunicação às instâncias canônicas superiores.
O padre Vandilson, segundo a diocese, permanece em exercício. A assessoria jurídica do religioso optou por não se manifestar, o espaço segue aberto para esclarecimentos.
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