O policial federal investigado por supostas ameaças contra estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) foi ouvido pela Polícia Civil e negou as acusações. O caso foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim), responsável por analisar as medidas cabíveis.
A informação foi divulgada nesta terça-feira (2) pela Polícia Civil de Mato Grosso, que atualizou o andamento do procedimento instaurado para apurar denúncias feitas por estudantes da instituição.
Segundo a corporação, um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) foi aberto pela 3ª Delegacia de Polícia de Cuiabá para investigar os relatos de intimidação atribuídos ao pai de um dos alunos investigados no caso da chamada "lista de estupráveis".
Durante o procedimento, o investigado prestou depoimento, negou os fatos relatados pelos estudantes e exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio.
"O investigado foi ouvido na unidade policial, negou o fato e se reservou ao direito de permanecer em silêncio. O procedimento foi concluído e encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim), que adotará as providências cabíveis", informou a Polícia Civil.
As denúncias surgiram após estudantes relatarem terem sido intimidados dentro do campus da UFMT, em meio à repercussão das investigações envolvendo mensagens atribuídas a universitários com conteúdo misógino e referências à violência sexual contra mulheres.
O policial federal apontado nas denúncias é pai de um dos estudantes que passaram a ser investigados administrativamente pela universidade após a divulgação das mensagens.
Além da apuração conduzida pela Polícia Civil, a Polícia Federal também instaurou procedimento interno para analisar a conduta funcional do servidor.
Enquanto o procedimento relacionado às supostas ameaças já foi encaminhado à Justiça, a investigação sobre a chamada "lista de estupráveis" continua em andamento na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Cuiabá.
De acordo com a Polícia Civil, testemunhas já foram ouvidas e outras diligências investigativas foram realizadas. A corporação informou ainda que representou por medidas que dependem de autorização judicial.
Por tramitar sob sigilo, novos detalhes sobre a investigação só serão divulgados após a conclusão do inquérito policial.
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