O presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Max Russi (Podemos), opinou sobre a citação da lei estadual que veta incentivos fiscais a empresas signatárias à moratória da soja em Mato Grosso na justificativa do presidente norte-americano Donald Trump ao 'tarifaço' de 25% sobre produtos brasileiros importados aos Estados Unidos (EUA). Max disse que a AL está correta ao defender os interesses do agronegócio pois o segmento é penalizado com o discurso que não preserva o meio ambiente sendo que os produtores têm uma rígida legislação para seguir no país.
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Max Russi pontuou que os governantes estrangeiros estão cumprindo o papel de proteger seus próprios mercados, mas reforçou que Mato Grosso não aceitará intervenções externas que prejudiquem sua economia.
"Os bacanas lá em cima reuniram em quatro sítios e diziam que não pode, passando por cima de leis. E a Assembleia comprou essa briga, defendeu o seu produtor, defendeu a agricultura de Mato Grosso e defendeu o nosso agronegócio", falou Max nesta quarta-feira (3).
O documento aprovado na AL que cita a lei de MT foi veiculada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA, nessa segunda-feira (1º). O órgão destacou que os governos estaduais brasileiros adotam medidas para reduzir incentivos a iniciativas voltadas ao combate do desmatamento, criticando a postura.
Russi adiantou que a AL não mudará quanto aos embates em defesa dos interesses de MT e reiterou que a Procuradoria da AL se articula para reverter a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), incorporando os municípios de Altamira, Cumaru do Norte, Jacareacanga, Novo Progresso, Santana do Araguaia e São Félix do Xingu ao território mato-grossense. O disputa judicial entre MT e o governo do Pará voltará a ser discutido no STF em 10 de junho após o ministro Flávio Dino convocar audiência de conciliação.
"Agora estamos entrando nessa outra pauta contra o Pará. É uma disputa difícil, assim como foi a da moratória, mas nós acreditamos na nossa Procuradoria, acreditamos no nosso direito e vamos fazer essa defesa com muita tranquilidade em Brasília", concluiu.
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